Uberlândia-MG, Brasil
 
História da Eletricidade
Eletrobrás
Usinas Hidrelétricas
Usinas Termelétricas
Fotos de Usinas
Raios
Eletricidade na Escola
   
   

ELETRÓLISE

A Eletrólise é a decomposição (ou alteração de composição química) que uma corrente elétrica provoca ao percorrer um eletrólito. O fenômeno passa-se na superfície dos condutores metálicos (elétrodos) através dos quais a corrente entra e sai da solução eletrolítica. O elétrodo que conduz a corrente para a solução é o ânodo; o outro, através do qual a corrente abandona o eletrólito, é o cátodo. O primeiro tem um potencial elétrico mais elevado (o positivo) que o segundo (o negativo). O conjunto dos elétrodos e do recipiente destinado à eletrólise é a cuba eletrolítica.

A eletrólise mais fácil de observar é a da água acidulada ou salificada, na qual a corrente provoca intenso desprendimento gasoso nos dois elétrodos. No ânodo há evolação de oxigênio e no cátodo, de hidrogênio. Com outros eletrólitos, podem ser observadas deposições metálicas, desprendimentos de gases, solubilizações, precipitações, oxidações, reduções, etc.

Para investigar o fenômeno, são importantes duas ordens de considerações: as relativas à massa das substâncias eletrolisadas e as pertinentes à natureza das reações nos elétrodos.

Leis de Faraday: As duas leis fundamentais relativas à massa de substância eletrolisada foram enunciadas por Faraday em 1834. Exprimem-se da seguinte forma:

A quantidade de decomposição química é proporcional à quantidade de eletricidade que circula na cuba eletrolítica. As quantidades de diferentes substâncias eletrolisadas por uma mesma quantidade de eletricidade são proporcionais aos equivalentes-grama das substâncias.

Englobando as duas leis numa só expressão, tem-se: m=Eq(Q/F), em que, Eq é o equivalente-grama da substância e F a carga elétrica que eletrolisa um equivalente-grama (denomina-se faraday [símbolo F] e vale, de acordo com as mais recentes medições, 96.487,0C). O quociente Eq/F é o equivalente-eletroquímico: massa da substância
eletrolisada por um coulomb de carga elétrica

A explicação da eletrólise é relativamente simples. Suponha-se água acidulada por HCl.Tal solução contém íons hidrogênio (H+ (aq)), hidroxila (OH- (aq)) e cloreto (Cl- (aq)). Ao aplicar-se um campo elétrico à solução, mediante dois elétrodos metálicos imersos na água (para evitar complicações, elétrodos de platina), os íons hidrogênio migram para o cátodo e os íons hidroxila e cloreto para o ânodo. No cátodo, os íons hidrogênio recebem um elétron e reduzem-se, passando à forma atômica; os átomos combinam-se e formam uma molécula de hidrogênio gasoso, enquanto o cátodo fica com falta de elétrons:

2H+ (aq) + 2e- = 2H;H+H -> H2(g)-

 

No ânodo, as hidroxilas oxidam-se, cedendo elétrons e formando oxigênio, segundo a reação:

OH-(aq) + OH-(aq) = H2O + ½O2(g) + 2e-

O excesso de elétrons que aparece na platina do ânodo circula pelo condutor metálico que liga os dois elétrodos e vai compensar os elétrons faltantes na platina do cátodo. Fecha-se assim o circuito.

Em quaisquer circunstâncias, a eletrólise faz-se à custa de uma redução catódica, e de uma oxidação anódica. Ela procede, pois, com a descarga (neutralização), um a um, dos cátions e dos aníons; é uma verdadeira contagem dos íons que chegam a cada um dos elétrodos. Graças a esse mecanismo, é facil estabelecer a relação entre o faraday e o número de Avogrado; F=Nav .e, onde e é o modulo da carga de um elétron.

Nem sempre a eletrólise altera apenas uma substância: é possível haver a simultaneidade de várias reações num mesmo elétrodo. Nessas circunstâncias, ainda são válidas as leis de Faraday, mas é necessário levar em conta a totalidade dos equivalentes-grama eletrolisados para estabelecer a proporcionalidade com a carga elétrica.

Muitas vezes há interesse em efetuar uma única e determinada reação (a deposição eletrolítica de um metal, por exemplo), em detrimento de outras (desprendimento gasoso, por exemplo). É necessário, então, controlar as condições da eletrólise para favorecer a reação desejada e inibir a indesejável. Mede-se o êxito da operação pela eficiência de corrente: á a razão (usualmente expressa em partes por cem) entre a quantidade da substância desejada que foi eletrolisada, e a quantidade que o seria, pela mesma corrente, se não existissem reações paralelas. Em muitas aplicações práticas a eficiência de corrente é baixa, da ordem de 10 %; em outras é mais elevada.

Quando a eficiência de corrente é 100%, a massa de substância eletrolisada é proporcional à carga que circula na cuba eletrolítica; mediante a medição daquela, pode-se inferir o valor desta. Os aparelhos em que se efetua essa medição denominam-se coulômetros ou voltâmetros. Entre outros, usam-se o coulôdetro de gás (em que se eletrolisa a água entre eletrodos de platina), o de cobre (em que se deposita esse metal, a partir de uma solução de sulfato de cobre, sobre eletrodo de cobre), o de prata (em que se reduz o metal a partir de uma solução de nitrato de prata).

 

Volte para Eletricidade na Escola


ENTRE EM CONTATO
.... teremos o maior prazer em respondê-lo.


 
 
 
TTodos os direitos reservados.      Administrador : Leonardo dos Reis Vilela