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BEM-VINDO AO SITE PESSOAL DE LEONARDO DOS REIS VILELA

MINHA HISTÓRIA E MINHA AUTO BIOGRAFIA

Auto Biografia de Leonardo dos Reis Vilela

Dados da Auto-Biografia:
Autor: Leonardo dos Reis Vilela
Início: 10 de Janeiro de 2001
Atualizações: 30/08/2001, 01/12/2001, 15/05/2002, 24/06/2002, 23/07/2002, 24/09/2002, 28/10/2002, 09/01/2003, 31/01/2003, 25/04/2003, 30/07/2003, 09/10/2003, 30/07/2004, 21/12/2004.

Dados Pessoais:
Nome: Leonardo dos Reis Vilela
Data de Nascimento: 10 de janeiro de 1983
Filiação: Neftali Rodrigues dos Reis e Fátima Aparecida Vilela Rodrigues
Avós Paternos: Lázaro Rodrigues Primo e Maria Madalena dos Reis
Avós Maternos: Sebastião Ubaldo Vilela e Antônia Maria Vilela
Naturalidade: Uberaba, Minas Gerais, Brasil.
Nacionalidade: Brasileira
Residência: Uberlândia-MG, Brasil.

Curriculum Vitae: http://www.mundociencia.com.br/leo/curriculum.asp

Contato: http://www.mundociencia.com.br/leo/contato.asp

Primeiramente gostaria de esclarecer o porquê que eu escrevi esta auto-biografia, eu escrevi somente pelo prazer que eu tenho de escrever. Eu comecei a escrever esta biografia quando eu tinha 18 anos, portanto, vários fatos que ocorreram em minha vida quando eu era criança e adolescente se perderam em caminhos que se separaram e hoje já estão cobertos por folhas e por isso eu não me lembro mais, mas a seguir eu relato os mais relevantes ou os mais irrelevantes. :)

Minha Família :

Inicialmente me apresentarei e também minha família. Eu sou Leonardo dos Reis Vilela, filho de Neftali Rodrigues dos Reis e Fátima Aparecida Vilela Rodrigues, nasci na cidade de Uberaba, estado de Minas Gerais, Brasil, em 10 de janeiro de 1983 e fui registrado em 13 de janeiro de 1983. Minha irmã, Thaís dos Reis Vilela, nascera em 06 de março de 1981 e logo depois de mim nascera o meu irmão, Leandro dos Reis Vilela, em 14 de abril de 1984. A minha mãe e sua família são de Jataí, estado de Goiás e o meu pai e sua família eram de Guimarânea, estado de Minas Gerais, e de todo o triângulo mineiro.

Minha vida sempre teve altos e baixos, sofri muito quando criança. Tive algumas doenças, como bronquite, catapora e outras e sempre estas doenças me marcaram muito, com bronquite eu sofri vários anos com graves crises pulmonares, a catapora marcou todo o meu corpo. Ainda quando criança, toda a minha pele escamou e troquei de pele totalmente.

Agradeço a Deus pela família que eu tenho, pois fomos sempre unidos.

Religião:

Religiosamente sempre freqüentei a igreja; eu e toda a minha família somos Presbiterianos. Participei da União de Crianças Presbiterianas (UCP), onde fiz amigos e conheci muitas pessoas. Participei também apesar de poucas vezes da União Presbiteriana de Adolescentes (UPA). Tanto a UCP quando na UPA eu era membro da Igreja Presbiteriana de Jataí. Atualmente eu freqüento a Igreja Ciel Ouvert em Lyon - France, mas não sou seu membro, continuo sendo membro da Igreja Presbiteriana de Jataí.

Mudança de Uberaba para Jataí:

Em 1983, toda a minha família (eu, meus irmãos e meus pais) mudamos para a cidade de Jataí, estado de Goiás. De Uberaba me lembro pouco, pouco mesmo, por isso não posso quase nada relatar. Dos meus dois anos de idade até os seis anos de idade parece que fora apenas uma semana e os fatos estão fracamente gravados em minha memória, me lembro que meu irmão me chamava de "Bem", até hoje não sei o porquê disto. De minha irmã lembro muito de quando ela puxava os meus cabelos. Uma boa recordação de minha infância querida e que os tempos não me deixam mais é a época em que eu vivia apenas em função de brincar.

Início da vida escolar (seis anos de idade):

Com seis anos, por volta de fevereiro de 1989, comecei a estudar (pré-escolar). A escola em que os meus estudos se iniciaram fora o Instituto Samuel Graham, localizado em Jataí, lá eu vivi vários anos de minha vida, exatamente 12 anos foram os meus estudos no pré-escolar, no ensino fundamental e no ensino médio.


De meu primeiro dia de aula não me lembro muito bem, mas foi por volta dos 13 dias do mês de fevereiro de 1989. Eu estava acompanhado de meu pai e era comum os pais ficarem com os seus filhos na sala de aula, mas meu pai não ficou comigo, eu cheguei e sentei na penúltima carteira da fila e logo atrás de mim sentou-se o Michel, este foi meu colega até a quarta série do ensino fundamental. Logo nos primeiros minutos de aula ele puxou os meus cabelos, e eu comecei a chorar... Bons anos se passaram, fiz vários colegas de escola, dos quais poucos e bem poucos passaram a ser meus amigos de verdade, mas me lembro de alguns que me marcaram, como o Samuel, que foi o primeiro a conversar comigo no colégio. Lembro-me que na hora do recreio, eu brincava sozinho, porque eu não conhecia ninguém. Muitas lembranças me vêm a memória nesse momento, mas se eu parasse para escrevê-las, ficaria bastante tempo só para relatar os meus cinco primeiros anos de estudo, mas um fato que me faz dar boas gargalhadas até hoje era as chuvas que deixavam as salas de aula inundadas e assim a gente saía mais cedo. Desses anos lembro apenas de uma professora que hoje já se encontra com Deus, era a professora Delma e ainda me recordo com clareza da coordenadora "Dona Geralda".

Eu sempre tive vários gostos, mas infelizmente não tive êxito em quase nenhum. Durante alguns anos, por volta dos meus sete aos nove anos de idade eu e meus irmãos desenvolvíamos projetos e depois montávamos uma feira de ciência, e chamávamos, portanto, os nossos vizinhos e parentes para visitarem e votarem nos melhores projetos, desenhos e artes. Entretanto, eu perdi muitas para a minha irmã. Quando eu tinha êxito em algum projeto eu me sentia contente, feliz e talvez como um vitorioso, entretanto quando eu perdia, eu sempre lutava para que na próxima feira eu conseguisse ter êxito. Uma coisa que sempre me faz esforçar-me mais e mais é a vontade de romper desafios, em minha vida várias vezes eu passei por situações que eu pensava em desistir, mas quando eu olhava o futuro, via que se eu conseguisse ser um vencedor ou se eu trabalhasse com garra e coragem, no futuro eu teria chances de ser um vencedor e tudo se tornaria mais fácil.

Arte e Cultura:

Gostava muito de desenhar nessa época, gostava e amava a arte. A arte para mim era tudo, ficava impressionado com quadros que eu via. Cada quadro que eu via em algum lugar, chegava em casa e ficava tentando desenhar. Até hoje eu tenho vários desenhos guardados. Eu desenhava bastante, principalmente animais e paisagens. Fiz nesta época até um livro que chamava "CERRADO", nem lembro mais a história, ele continha principalmente desenhos, e quase nada de estória, mas bom, foi uma tentativa.

Um dia eu fiquei sabendo que um amigo de meus pais era pintor, então eu fiquei muito entusiasmado, cheguei até ele e pedi para que ele me ensinasse a pintar, a resposta dele foi tão fria que à partir daquele dia eu nunca mais desenhei, perdi totalmente o encanto pela arte, fiquei triste e magoado. A resposta que ele disse foi "vai desenhando, um dia eu te ensino". Só voltei a desenhar em 1995, quando eu desenhava projetos de arquitetura, elétricos, hidráulicos e etc. para o meu pai, mas eu recebia por isso, ou seja, isso nem era mais arte, era portanto uma profissão. Sempre gostei de unir o útil ao agradável, fazia o que eu gostava e ainda recebia, até lembro quando um amigo de nossa família brincou comigo, o Pastor Siqueira, "Bom Mineiro, gosta de um bom dinheiro". Apesar das boas lembranças que eu tenho, esse "não" que eu recebi do pintor considero como sendo a minha mais triste derrota, chorei bastante, pois ele destruiu meu sonho. Portanto, se você conhece uma criança que tem um sonho, nunca diga não ao sonho dela.

Na música eu nunca me entusiasmei muito, ao contrário de mim, meus irmãos gostavam mais de música, meu irmão é guitarrista e a minha irmã tecladista. Eu também gosto de música mas me dediquei muito pouco a ela até hoje e sinto um pouco a falta do dom.

Lembranças de minha infância
:
Ainda nesses anos íamos muito para fazenda do meu avô, e em uma dessas vezes uma cena eu nunca esqueço, foi quando eu, meu irmão e meu primo "Sebastião Neto" fizemos um pacto, mas não foi um pacto de sangue não, foi apenas um pacto em fala. O pacto era de que se alguém encontrasse ouro, diamantes, um tesouro e etc. deveria repartir com nós três e isso valeria por toda as nossas vidas. Nessa época acreditávamos em piratas, tesouro roubado, dinheiro escondido em pedras. Uma vez chegamos a despedaçar uma pedra em um rio, pensando que poderia ter algum tesouro nela. Bons tempos passamos juntos, ficávamos semanas na fazenda em épocas de férias. Gostávamos de caçar passarinhos, correr atrás de coelhos do mato e de andar a cavalo, saudades do meu cavalo "Tronxinho", do nosso papagaio "Baby", do meu pássaro belga, do meu pássaro preto, dos canarinhos da Terra que criávamos...

Meu pai criava canários e galos de briga para participar dos campeonatos, mas depois parou de colocar os canários e galos para brigar e ficou apenas criando alguns canários, mas logo foram acabando porque os gatos entravam no "quarto dos passarinhos" e abriam as gaiolas e os despedaçavam, eram cenas bastante tristes.

Muitas saudades de minha infância: "Eu ia bem satisfeito, Da camisa aberto o peito, pés descalços, braços nus, correndo pelas campinas, à roda das cachoeiras, atrás das asas ligeiras, das borboletas azuis, dos pássaros amarelos e dos periquitos coloridos". No fim de tarde ainda sobrava um tempo para jogar bola no gramado que tinha em frente a antiga e tradicional casa de fazenda. Antes de dormir meu avô, meu tio ou minha tia sempre contava "casos" para nós. Dormia ouvindo o barulho da água na bica d'água e acordava com os berros dos bezerros querendo mamar. Bons tempos e bons tempos se passaram, lembro que minha mãe me falava que eu sentiria falta desses tempos e hoje eu sinto, e sinto muita falta. Sinto muita falta de quando parávamos para jogar truco, detetive ou jogar conversa fora. Sinto falta até das reuniões que tínhamos em família, dos cultos na hora do almoço, de correr na enorme casa que construímos em Jataí, de sair na rua a qualquer hora e não ter perigo de ser assaltado ou executado, de sair de festas e chegar em casa a pé, simplesmente saudades, principalmente dos tempos que já não lembro mais, dos fatos que eu já esqueci, mas que um dia eu lembrarei. "Naqueles tempos ditosos, ia colher as pitangas, trepava a tirar as mangas, as jabuticabas, brincava a beira da lagoa, achava o céu sempre muito lindo, adormecia sorrindo e despertava cantando".

Saudades das músicas que meu pai cantava durante as viagens que fazíamos. Lembro como se fosse hoje quando minha família cantou uma música em um evento que teve na igreja, a música era em homenagem a nossa família e a Minas Gerais "oh! Minas Gerais, quem te conheces não te esqueces jamais/ oh! Minas Gerais...".

Como diria Casimiro de Abreu é o que eu digo agora "Oh! Que saudades que tenho / Da aurora da minha vida/ Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais! / Que amor, que sonhos, que flores, / Naquelas tardes fagueiras / À sombra das bananeiras, / Debaixo dos laranjais!".

Uma outra boa lembrança que eu tenho são das escritas que eu fazia nas árvores, com a letra "L", nomes de pessoas, desenhos e etc. Eu não contava a ninguém aonde eu escrevia, e de vez enquando eu ainda vou procurar essas árvores, e fico feliz quando vejo a marca que eu fiz em décadas passadas. Lembranças de quando jogávamos "béte" na rua, no vizinho, na fazenda... Saudades de quando íamos para a lagoa que tinha na fazenda de pai, de correr pela areia, de pegar "piqui" e de catar "gabiroba".

A felicidade é algo muito especial e é impossível medir e saber quando uma pessoa ficará realmente feliz. Quando eu completei meus quatro anos de idade, eu queria um presente, mas só servia "aquele" presente. O presente era um "Pequeno Arquiteto", este jogo continha várias peças que brincávamos de construir casas, pontes e etc. Minha mãe fala que quando foi comprar o presente, eu estava muito feliz, e que eu queria somente aquele jogo. Era um jogo bastante simples e que ela chegou a perguntar para mim "mas você quer realmente isto?", e eu queria, eu queria muito o "Pequeno Arquiteto". Minha mãe fala que nunca me viu tão feliz como aquele dia e que quando fomos para casa ela olhava em meu rosto e via a felicidade resplandecendo em meu rosto. Ser criança é muito bom, é uma época da vida que sabemos expressar nossos sentimentos verdadeiramente e não nos preocupamos com o que as pessoas pensarão de nós.

O tempo é relativo, quem faz o tempo é quem sabe fazer acontecer e viver o presente. Temos que viver caminhando e sonhando com alguma coisa e tendo a certeza na nossa frente e a nossa história na mão.


Desde muito cedo eu gostava de empreendimentos. Lembro que eu e meu irmão brincávamos de "fazendinha", vendíamos gado, comprávamos sal e etc... Simulávamos uma fazenda, com lucros e despesas.


Negócios, Empreendimentos, Xadrez e Estudos (até o segundo grau)
:

Em 1989 eu acho que fiz um bom negócio, eu tinha um porco (risos) e meu irmão também, eu vendi o meu, comprei o do meu irmão e ainda sobrou dinheiro para comprar um som 3 x 1, que era um show, e ainda comprar mais um cartucho para o nosso videogame DACTAR.

Com o passar desses tempos a vida foi tornando cada vez mais difícil, pois nada dura para sempre, e eu não entendo o porquê de tudo isso. Mas muito eu ainda aprenderia...

Em 1992, quando meu pai me ensinou a jogar xadrez. O jogo de xadrez faz com que os jogadores se coloquem em uma verdadeira batalha intelectual, milhares de variações e possibilidades vêm à memória, e a mente tem que processar em uma enorme velocidade e nos indicar qual a melhor jogada. Muitos acham que o jogo de xadrez não tem fundamento, que não estimula o desenvolvimento do cérebro. Esse é um paradigma que precisa ser vencido. Em 1989 quando eu estava iniciando meus estudos, ainda no pré-escolar, eu ouvia as professoras dizendo que todos nós éramos inteligentes, que todos eram iguais. Da mesma forma que um atleta ao exercitar seus músculos ganha maior resistência, quando exercitamos o nosso cérebro, o habituamos a trabalhar. Portanto, o segredo do sucesso é colocar a mente para trabalhar para você. Durante muito tempo eu tento buscar métodos para me ajudar (devidos as minhas dificuldades), mas ao longo dos meus estudos eu descobri que não há nada de milagroso, o que existe e o que pode ajudar é a motivação de chegar a algum lugar.

Existem vários tipos de inteligência e uma forma que podemos dividir a inteligência é em inteligência analítica, prática e criativa. Quando conseguimos utilizar as três simultaneamente em nossas vidas temos então a Inteligência de sucesso. A inteligência analítica é a inteligência que você utiliza na escola, na universidade, na teoria, ou seja, é a inteligência que você usa para gravar e depois reproduzir. A inteligência prática é quando você consegue utilizar a inteligência analítica no seu dia-a-dia. A inteligência criativa é a que você utiliza para criar algo, como pintar, desenhar, pesquisar e desenvolver novos métodos e etc. Isso é apenas um resumo da divisão da inteligência de sucesso, ou seja, para que você tenha sucesso na vida é preciso ser criativo e prático.

Nem sempre os melhores alunos, os que tiram as melhores notas, serão bem sucedidos e isso ocorre com muito mais freqüência do que imaginamos. Conta-se uma lenda que dois meninos, Pedro e João, éram colegas de classe. Pedro era bastante inteligente, tirava sempre as melhores notas e João era aquele menino que nem sempre tirava as melhores notas, mas era bastante criativo. Um dia eles estavam andando em um bosque quando apareceu um urso pelo caminho, no mesmo instante João tirou suas botas e colocou um tênis e Pedro vendo isto calculou na mesma hora o tempo que o urso gastaria para pegar eles se eles começassem a correr e perguntou ao João : "Você acha que conseguirá correr mais do que o Urso?". Então João respondeu "Eu acho que não, mas eu não preciso correr mais do que o urso, eu somente preciso correr mais que você". Esta lenda conclui que nem sempre os melhores em inteligência analítica serão os melhores, os melhores serão os que possuem a inteligência de sucesso (analítica + criativa + prática) e sabem aproveitar as oportunidades da vida.

Por volta de 1992/1993 não me lembro exatamente eu montei meu primeiro empreendimento. Tudo começou quando um vizinho de fazenda (Fazenda Bom Fim - Perolândia-GO) de apelido ZECA deu para mim e para meus irmãos alguns coelhos. Levamos esses coelhos para a cidade, eram três coelhos, mas logo eles entraram em uma progressão geométrica que tínhamos que dar uma solução para isso, então eu e meus irmãos começamos a vender coelhos, mas durou pouco, tivemos apenas 2 compradores. Um mês após colocarmos a placa de vende-se em nosso portão de casa (risos) chegou o segundo comprador e comprou todos os coelhos, foi um alívio, porquê eles estavam quase derrubando os muros com tantos buracos. Nessa época tínhamos Preás (Porquinho da Índia), chegamos a vender alguns.

Em 1994, montei sozinho meu segundo empreendimento, mas não deu muito certo. Era para ser um atacadista em venda de ovos de codornas, mas eu não conseguia nem comprar as codornas, tinha apenas duas, elas botavam só quando queriam, então não deu muito certo. Dificilmente eu conseguia fazer algo que desse certo.

Como eu não conseguia comprar as codornas, resolvi fabricá-las. Comprei então uma Galizé para chocar os ovos, não sei o que aconteceu, mas a Galizé que me custou uma fortuna na época, não quis permanecer em minha casa, ela foi embora. Lembro até hoje eu comprando a Galizé, eu passei em uma casa e tinha um monte de galinha e eu vi umas galinhas menores, então pensei "essa galinha menor não irá quebrar os ovos", nem conhecia os donos e fui logo perguntando a uma mulher que estava lá se ela me venderia uma galinha pequena, foi então que eu comprei e saí carregando essa Galizé pela rua. Esse empreendimento foi muito engraçado, entretanto não dera muito certo.

Eu sempre gostei de plantar. Uma vez eu plantei na fazenda de meu pai vários pés de caju, mas infelizmente, acho que só restou um. Na minha casa eu gostava muito de plantar, desde feijão em algodão até alface e repolho no jardim. Acho que herdei isto do meu avô.

Uma vez eu, meu irmão e meu primo, Sebastião Neto, fomos para a fazenda do meu avô e tivemos que plantar algumas "guarirobas", mas acabamos plantando as fileiras todas tortas. Até hoje quando eu vejo as "guarirobas" eu lembro disto, elas estão todas tortas.

Resolvi então criar peixes e conversei com meu pai sobre fazer um poço na fazenda para criar esses peixes, fui até no local para ver, estudei o local, medi e fiz um desenho, mas quando era para colocar o serviço em prática desanimei, pois a fazenda era muito longe, e não tinha ninguém para tratar dos peixes.

Apesar de que não davam muito certo, eu fazia tudo brincando e mesmo não dando certo eu estava aprendendo.

Dos meus oito anos até os doze anos eu participei da União de Crianças Presbiterianas. Fui líder algumas vezes de grupos e até líder da federação da UCP do PRAA (Presbitério do Alto do Araguaia) que reunia várias igrejas do sudoeste goiano e do Mato Grosso, entre elas está Jataí, Mineiros, Alto Araguaia, Guiratinga-MT, Alto Garças-MT e outras. Como líder eu passei por várias dificuldades, eu era muito tímido nessa época, morria de vergonha de ter que falar em público, mas consegui superar essa minha dificuldade com o passar do tempo. Só com os meus 18 anos é que eu fui entender que apenas os sanguíneos são bons oradores, se você não é sanguíneo você precisa transformar seu temperamento. Meu temperamento é mais fleumático, ou seja, mais uma dificuldade que precisaria ser superada. Existe sanguíneo, fleumático, colérico e melancólico.

Passado meus primeiros anos de escola entrei no ginásio, que era a segunda fase do ensino fundamental. Os quatro anos que se seguiram me marcaram profundamente e eu aprendi bastante, não somente na vida escolar, mas também na vida pessoal. Em 1993 meu pai comprou um computador, que era um Intel 286, isso foi em 1993.

Utilizava o computador apenas como entretenimento, lembro-me do OutRun, Formula 1, Dama e Xadrez. Mas eu sempre tinha a vontade de descobrir como funcionava o computador, os programas e etc. Por várias vezes eu tentava alterar programas através do EDIT, tentava criar programas.EXE, até que encontrei um programa chamado de PCTOOLS, e através dele eu conseguia alterar programas e colocar meu nome ou então modificar algumas coisas, palavras, frases e etc. Eu achava o máximo alterar os programas.

Em dezembro de 1993 eu consegui comprar uma bicicleta. Foi um sacrifício ajuntar o dinheiro, mas eu consegui. O segundo sacrifício foi convencer meus pais a deixarem eu ir para escola de bicicleta, eles acabaram deixando, mas no primeiro dia que eu fui para a escola, o pneu furou. Eu não tive muita sorte com essa bicicleta não, quando eu a comprei fomos para Uberaba bem no dia seguinte se eu não me engano, lá em Uberaba eu só ficava pensando na minha bicicleta, foi outro sacrifício e só fui desfrutar dela mesmo foi em janeiro de 1994.

Em 1994, eu estava na quinta série (primeira série do ginásio), vários amigos eu comecei a ter, como o Mário e meu primo Sebastião. Eu não sei o porquê, mas eu fui para a quinta série "E", que era a última classe da quinta série, a maioria dos meus colegas eram "malas", más elementos... Fiz uma boa quinta, de alguns professores eu me lembro o nome e o rosto até hoje, como a professora de História, Iranides, o professor de Educação Física, Saulo, e da professora de Matemática, Maria.

Desses tempos eu me lembro muito e fico bastante orgulhoso da família que eu tenho, meu pai e minha mãe sempre que iam fazer algum negócio ou tomar alguma decisão pedia nossa opinião, a minha e a dos meus irmãos. Sempre fomos uma família bem unida, mas isso não quer dizer que éramos perfeitos, mas sim unidos.

Nessa época eu gostava muito de jogar bola, montamos um time de futebol, nós mal treinávamos, e sempre queríamos jogar com os melhores times da cidade e com conseqüência sempre perdíamos e perdíamos também para os piores. O nosso time era composto por mim, meu irmão, meu primo Sebastião Neto, Daniel Pereira, Marcelo Pereira, Joaquim e outros que eu não lembro mais os seus nome. Tentei várias vezes levar o time para frente, fui até atrás de patrocínio, tentei um patrocínio na Arco Íris Distribuidora de Bebidas e na COMIGO, não consegui nada. Imagina um menino de onze anos pedindo patrocínio, eu era tímido, mas tinha vez que eu mesmo me surpreendia (acho que eu era meio louco).

Teve uma época em minha vida que eu gostei bastante de futebol, toda tarde eu e meu irmão e mais alguns vizinhos íamos à tarde para um colégio próximo a nossa casa (Colégio Leopoldo Nonato) para jogar bola, até que um dia meu pai proibiu que ficássemos voltando tarde, e então decidimos parar. Além desse colégio, jogávamos bola nos finais de semanas e nos finais de tarde no pátio de um Hiper Mercado que havia a uma quadra de nossa casa, que era a COMIGO (a mesma do patrocínio).

Esse ano foi um grande ano, eu estava no ginásio, era muito bom falar que estava fazendo a quinta série, comecei a aprender inglês e várias matérias interessantes. Foi o ano também que o Brasil foi tetra-campeão de Futebol.

Em 1995, passei para a sexta série e me promoveram um pouco, fui para a classe "C". Neste ano eu fiz amigos que me fazem companhia até hoje, como o Marcelo Carvalho Lopes, que foi meu colega até o terceiro ano do ensino médio, ou seja, cinco anos sendo colegas. Em 1995 comecei a despertar uma vocação pela Engenharia Civil, meu pai me ensinou então a desenhar, fiz vários projetos de arquitetura, elétricos, hidráulicos e outros. Mas logo depois, comecei a interessar por informática.

Neste ano viajamos para Uberaba, para passar as férias, foi quando eu fui com o meu pai na HS INFORMÁTICA, de propriedade de Helder Silva, e então eu ganhei um livro de Programação em Clipper. Esse livro me fascinou de tal forma, que eu deixava de ir às aulas de educação física para ficar "programando" em casa. Comecei a desenvolver os primeiros aplicativos, foi o maior sucesso. Logo eu fui vendo que o Clipper não era uma linguagem para Windows, e sim para DOS e com o tempo eu via que os computadores deixavam o ambiente DOS e passavam para o Windows, principalmente com o lançamento do Windows 95. Entretanto eu ainda não conhecia o GNU/Linux.

Neste mesmo ano assinei a revista Informática Exame (hoje INFO EXAME). Foi na revista então que eu fiquei sabendo da existência do DELPHI. Fiquei interessado nesta linguagem, mas ele ainda estava na primeira versão, mas eu decidi investir. Como eu morava em Jataí-GO, não existiam boas livrarias de informática, então, pedi para que o meu tio Ivan comprasse um livro para mim de Delphi, já que ele morava em Uberaba e havia boas livrarias. O nome do livro era Delphi Segredos e Soluções. O meu amigo Carlos Augusto me arrumou uma cópia do Delphi e a partir de então, comecei a programar, logo tentei outras linguagens, como PASCAL, BASIC, C++ Builder, Visual Basic e outras.

Em 1996 eu levei meu computador para a Natja Informática de propriedade de Edson, hoje chamada de Natec. Levei o pc para lá para trabalhar e me livrar da educação física; não agüentava mais ir à escola duas vezes ao dia e também porque eu queria começar a ganhar um pouco de dinheiro.

Estava em 1996 na sétima série, deixei a educação física de lado, que nunca foi o meu forte, e fui tentar jogar vôlei, o professor era o Ricardo, tentei jogar por três anos, mas consegui pouco sucesso, e então desisti de jogar vôlei como esporte e jogava apenas por prazer.

Esse ano fora especial (pelo menos para mim), fora quando eu desenvolvi o meu primeiro programa, o nome que eu dei para ele foi de Administração Escolar, e ele foi instalado no próprio colégio aonde eu estudava, ou seja, o Instituto Samuel Graham. Logo depois, eu o vendi para outro colégio, o CESUT - Centro de Ensino Superior de Jataí. Nesse ano fiz um grande amigo, que é o Reginaldo Carvalho, do qual não tenho mais notícias.

Um fato não muito alegre, mas que eu tenho que relatar foi quando todos os colegas do meu irmão queriam me bater e em mais três colegas meus, até o meu primo José Sérgio queria nos espancar. Não me lembro o motivo, mas parece que foi uma confusão causada por um menino, Zé Elias, eu acho que esse era o nome dele. Tempos depois José Sérgio passaria a ser um bom amigo e companheiro.

Ainda neste ano de 1996, eu e meu irmão desenvolvemos um projeto para feira de ciências de nossa escola. O projeto era sobre energia elétrica, curtos-circuitos e etc. Fomos os campeões na escola e o nosso trabalho foi exposto para toda cidade depois. A organizadora do projeto foi a professora de ciências Irene Franco. Meu primo José Sérgio nos ajudou neste projeto.

Em 1997, passei para a oitava série. Estava estudando bastante programação, não para ganhar dinheiro, mas apenas para aprender, mas mesmo assim, eu ganhei algum dinheiro desenvolvendo uma meia dúzia de programas por ano. Terminei a oitava série e tive vários amigos neste ano, de alguns não posso deixar de relatar, como o Rafael, a Emília, a Regiane, o Michael, a Liane, o Thiago e outros. Dentre os programas que eu desenvolvi estão os softwares para a Folha do Sudoeste, Metafer, Oficina do Branco, e outros.

Neste ano de 1997 aconteceu o primeiro ano da COPA BEG, a minha irmã foi campeã estadual na modalidade Xadrez Feminino. Era para eu ter participado, mas o professor não me inscreveu e por isso não competi.

Desenvolvi neste ano um software bancário para o meu pai, ele utilizou-o por alguns anos, mas não sei se ainda utiliza.

Em 1998, ingressei no ensino médio, chamado também de INVEST. Esse ano foi o ano de explosão da Internet, foi quando a Internet se alastrou por todo o mundo, mas como em Jataí não tinha provedor de acesso a Internet, tive que algumas vezes utilizar provedor de Goiânia, mas ficava muito caro e por isso usei poucas vezes Internet em 1998. Neste ano eu conheci pessoas muito diferentes de mim, foi quando eu comecei a freqüentar as festas e etc... Continuei mantendo vários amigos como o Thiago, o Rafael, o Mário, o mesmo da quinta série, a Emília, Regiane, Michael, Liane e fiz vários outros, como o Régis e outros. Consegui terminar sem muitos problemas o primeiro ano. Neste ano comecei a disputar campeonatos de Xadrez, fui campeão na minha escola (disputado no Instituto Samuel Graham), na cidade (disputado em Jataí-GO), na regional (disputado em Itajá), no sudoeste goiano (disputado em Quirinópolis) e no goiano (disputado em Catalão-GO) fiquei em terceiro lugar em pontuação individual, mas como era por equipe, o meu parceiro (Klauber, residente em Lagoa Santa - GO) não se deu muito bem (mas nada de culpa-lo, pois eu tambem perdi), e acabamos ficando em sétimo lugar. Esses campeonatos eram de até 21 anos de idade e eu tinha 15 anos e o meu parceiro tinha 17 anos. O nome do campeonato era COPA BEG, e depois passou a se chamar Jogos Estudantis do Estado de Goiás.

Em 1998 eu utilizava poucas vezes internet, usava mais para fazer consultas, enviar e-mail's e responder dúvidas do pessoal (quando eu sabia) no Fórum Delphi da Info Exame, fazia aquilo porque eu realmente gostava de programar em Delphi. No final do ano eu criei um site de informática, que chamava Revista Eletrônica Informática Total, o endereço do site era http://www.infototal.cjb.net.

Ainda em 1998 eu ia quase todos os dias para a fazenda com o meu pai e com o meu irmão. Lembro que neste ano sempre voltávamos para casa tarde da noite e sempre matávamos cobras pelo caminho, neste ano foram dezenas mortas. Trabalhávamos bastante e sempre no final do dia antes de voltarmos para casa, íamos até uma cidade bem próxima de nossa fazenda, Perolândia, visitar alguns clientes, essa era a parte mais difícil.

Em 1999, foi um ano em que eu comecei a trabalhar exageradamente, aliei a alguns falsos amigos e acabei me prejudicando seriamente no colégio. Neste ano comecei a estudar xadrez, mas não adiantou muito. Fui bi-campeão escolar, da cidade (disputado em Jataí-GO), regional (disputado em Jataí-GO), mas no sudoeste goiano (disputado em Rio Verde-GO) não consegui classificar para o goiano (disputado em Morrinhos-GO), fiquei na terceira colocação. Acabei então por outros motivos abandonando o Xadrez. Comprei em Abril de 1999 em Los Angeles - CA - EUA um Laptop, o qual foi fiel em tantas tarefas, era como um amigo para mim.

Comecei a desenvolver então neste ano um bom software, REIS99 - Gerador de Sistemas, era, portanto um gerador automático de programas comerciais, ele nunca ficou 100% funcional, e com o passar do tempo e com a falta do mesmo, eu acabei deixando-o de lado. Ele gerava programas com código fonte aberto em Delphi. Ainda este ano eu fiquei conhecendo o founder do canal #jatai, que era o Thiago Carlos (Thiago_GO), começamos a fazer alguns trabalhos juntos, e o primeiro trabalho foi o site da Folha do Sudoeste (www.folhasudoeste.com.br), mas não deu muito certo, trabalhamos apenas 3 meses com eles. Logo criamos um portal para Jataí (www.jataivitrine.com.br) - Vitrine de Jataí na Internet, como não possuíamos um espírito empreendedor suficiente e capacidade de conseguir clientes, nada deu muito certo. Mas uma coisa boa ou não aconteceu, eu saí pela primeira vez no jornal.

Em 1999 eu convenci o meu pai a mudar o rumo dos negócios da família, coloquei a idéia na cabeça do meu pai que tínhamos que vender todo o nosso rebanho e trabalhar apenas com engorda de gado. Meu pai acho que me escutou e eu fiquei feliz. Com isso todo o dinheiro que eu ganhava eu comprava bezerros e colocava para engordar. Os bezerros engordavam e meu dinheiro também. A compra do meu notebook (laptop) foi uma conseqüência dessa mudança radical que fizemos.

Desenvolvi neste ano um software para o Cartório de Família e Sucessões e para a Saúde Odonto. No ano seguinte eu desenvolveria o software para Uniodonto.

Em 2000 comecei a disputar o campeonato de Xadrez dos Jogos Estudantis, mas logo desisti, fui campeão Escolar e no municipal fiquei apenas em segundo lugar. Apesar da classificação para o regional (disputado em Mineiros-GO) nem fui competir e me arrependo por isto.

Em 2000 foi o ano que eu mais conheci pessoas pelo Brasil, pois eu freqüentava diversos canais de chat (irc) e então eu viajava para outras cidades para conhecer pessoas. Freqüentava nessa época canais como #patrocínio-mg e #montes-claros-mg da Rede Brasirc, os canais eram respectivamente das cidades de Patrocínio e Montes Claros. Fiz vários amigos nesses canais como Leonardo Santana (Breakout), João Júnior (|jonny|), Pedro Henrique (SECAUM), Juliana Morinaka, Simone e etc. Não me lembro de todos os nomes agora então a galera me desculpe se eu te esqueci. Freqüentava também a Rede UNIRC e a Rede Brasnet. Na rede Brasnet eu freqüentava os canais #jatai, #rioverde, #itumbiara, #programacao, #delphi, #100%_Jesus, #gurupi, #palmas, #medicina, #catalão, #catalao, #filosofia, #uberlândia, #c/c++. Na rede brasnet eu também conheci várias pessoas como a Sâmella Russo, a Cecília, Gabriela, Elisa, Sayonara, Rita de Cássia, Pedro Ivo e outros.

Em 2000, considerei o ano em que eu mais aprendi em toda a minha vida, eu estava no terceiro ano, era o último ano do ensino médio e eu estava então a um passo para entrar numa Universidade, foi então que eu vacilei, com influência de péssimos amigos acabei deixando um pouco os estudos de lado e comecei a trabalhar mais e mais. Em janeiro de 2000 resolvi então, eu e mais dois amigos, Thiago Neres e Reiter Peixoto, a abrir uma empresa, abrimos com a cara e a coragem, o negócio foi tão ruim que nos primeiros 6 meses não fizemos quase nada, e então meus dois sócios decidiram abandonar o barco (eles haviam outros planos e objetivos) e eu então fui a luta sozinho. Logo depois o meu primo e amigo José Sérgio começou a trabalhar comigo e a empresa começou a funcionar então, ela se chamava UNS - Universo Network Solutions, era um servidor de web sites para Internet (www.uns.com.br).

Em junho e julho tudo foi muito bem, mas logo depois tudo começou a dar problemas, os servidores saíam do ar direto, problema com fornecedores de acesso a internet, hacker invadiam nosso sistema e não conseguíamos manter uma boa convivência com os nossos clientes, foi então que decidi que em Jataí seria impossível manter um serviço daquele porte, pois era necessária uma boa estrutura, e a cidade não tinha como oferecer, resolvi então em agosto de 2000 a fechar a empresa. O fechamento da empresa foi a salvação para a minha vida, eu mal dormia, ficava 24 horas ligado à empresa, não conseguia estudar, minhas notas foram tão baixas que eu tinha vergonha de olhar a minha carteirinha. Vivia em um stress enorme. Fechei a empresa exatamente às 19 horas do dia 11 de setembro de 2000, chorei bastante, pois me senti totalmente fracassado. Hoje eu vejo que ao fechar a empresa eu fiz uma ótima escolha, porque ela não iria se tornar uma grande empresa da forma que estava sendo conduzida, mas em um futuro próximo eu ainda irei construir uma boa empresa e quem sabe em sociedade anônima desta vez.

A partir de então, comecei a traçar planos para a minha vida, decidi mudar para Uberlândia logo que terminasse os meus estudos do segundo grau. A partir de setembro voltei a dar atenção para os estudos e consegui recuperar as minhas notas e passar de ano. No dia 17 de novembro terminei os meus estudos no Instituto Samuel Graham, foram então os 12 anos de estudo lá. No dia 18 de novembro de 2000, mudei para Uberlândia.

No primeiro dia de aula, antes mesmo que eu fizesse a matrícula no colégio, fui assaltado, e isso aconteceu no dia 20 de novembro de 2000 às 07:13 AM.

Comecei a fazer cursinho no Colégio Anglo, e prestei vestibular para Ciência da Computação na UFU - Universidade Federal de Uberlândia. Passei na primeira fase do vestibular, mas não consegui sucesso na segunda fase. Novamente voltei para Jataí e em março retornei para Uberlândia e fui fazer cursinho no Colégio OBJETIVO.

Os meses de janeiro a julho de 2001 foram os meses mais difíceis para mim, pois eu já tinha dúvida se eu tentaria novamente Ciência da Computação ou se mudaria de curso. Resolvi mudar e passei a prestar vestibular para Medicina. Tentei na FMTM - Uberaba e na UNB-Brasília, mas não obtive sucesso, então prestei na UFU para Ciência da Computação em Julho/2001 e passei.


Universidade :

Entrei na faculdade e conhecia poucas pessoas, conhecia o Augusto Rocha e Hélio Neto que faziam Ciência da Computação, conhecia também Ana Carolina Torres e a minha irmã que faziam Psicologia e outros bem poucos.

No primeiro dia de aula, o professor Sérgio Schneider perguntou para cada aluno sobre o conhecimento na área de informática, foi então que eu vi que eu estava no curso certo.

Com uma semana de aula eu vi um cartaz sobre estágio, e logo enviei um e-mail para a empresa. Era necessário estar no sexto período, e eu ainda estava no primeiro período, mas eles me aceitaram (bem estranho ...). Fui então fazer a entrevista. Após fazer a entrevista, ficaram de me dar a resposta, somente recebi a resposta quatro meses depois e por falta de tempo não aceitei fazer o teste de programação, que era o último teste.

Foi nestes tempos que eu comecei a entender o porquê da vida, principalmente quando eu li um poema de Robert Frost, escrito em 1916, com o título de "The rood not token", "O caminho não escolhido", a tradução do poema é a seguinte: "Num bosque amarelo dois caminhos se separavam, / E lamentando não poder seguir os dois / E sendo apenas um viajante, fiquei muito tempo parado / E olhei para um deles tão distante quanto pude / Até onde se perdia na mata; / Então segui o outro, como sendo mais merecedor, / E tendo talvez melhor direito, / Porque coberto de mato e querendo uso / Embora os que por lá passaram / Os tenham realmente percorrido de igual forma, / E ambos ficaram essa manhã / Com folhas que passo nenhum pisou. / Oh, guardei o primeiro para outro dia! / Embora sabendo como um caminho leva pra longe, / Duvidasse que algum dia voltasse novamente. / Direi isto suspirando /Em algum lugar, daqui a muito e muito tempo: / Dois caminhos se separaram em um bosque e eu... / Eu escolhi o menos percorrido / E isso fez toda a diferença". Esse poema fez eu acreditar que nem sempre o caminho que todos percorrem é o melhor, por isso eu tento ser diferente e mudar os habitos, não que eu seja melhor que alguém, mas porque eu quero viver diferente. A partir de 1999 eu comecei a ler bastante e também a escrever. Em 2001 escrevi o meu primeiro livro (que ficara espalhando entre alguns arquivos no computador). A partir desta etapa de minha vida a literatura passou a viver comigo diariamente, comprava livros constantemente, estudava muita filosofia, sociologia, teologia, etc, tentava fazer algo para me desvencilhar dos paradigmas que o mundo nos colocam e quanto mais eu estudava eu via que eu estava mais errado, pois eu estava longe de Deus.

Logo na terceira semana de aula, todas as universidades federais do país entraram em greve. O lado bom da greve é que sobrou bastante tempo para realizarmos várias atividades extras curriculares.

Em setembro de 2001 fui aprovado para o Programa Especial de Treinamento (PET). No dia da entrevista eu fiquei bastante feliz com algumas frases que Sérgio Schneider e Denise Guliato me disseram.

Em setembro de 2001 criei um site denominado Mundo Ciência (www.mundociencia.com.br). O conteúdo do site fica resumido a Informática, Ciências Exatas, Ciências Humanas, Telecomunicações e Xadrez.

No dia 23 de outubro de 2001 eu fui aprovado na prova de legislação de trânsito.

Nos dias 25 a 27 de outubro de 2001 participei da Mostra Acadêmica promovida na TECNOBRAC 2001. Nosso trabalho, Leo's - Acesso e Controle Remoto, não chegou a ser campeão. O campeão foi do Troféu Dourado (Pescaria Virtual) da UFU. A Mostra Acadêmica contava com vários projetos da UNIT e UFU. Depois da feira fomos comemorar (confraternizar) na POISON. Saímos umas 4 horas da Poison e fomos jogar truco, esperando o dia amanhecer na garagem do meu prédio. Estava nesse dia além de mim o Juliguel, Leonardo Fraga, Maurílio Lima e o Michel Oliveira. O software que meu grupo apresentou foram dois softwares que eu havia desenvolvido: Administração Escolar e Leo's - Acesso e Controle Remoto, esse segundo contou com a ajuda no desenvolvimento do famoso Leonardo Fraga. O software Leo's ficou em quinto lugar.

Na Amostra Acadêmica (TECNOBRAC 2001) apresentamos um outro software, o SCES, Sistema de Controle de Estágio Supervisionado, que fora desenvolvido em Delphi 5.0 e utilizando base de dados Interbase. Este software depois nós instalamos para a Coordenação do Curso de Ciência da Computação. A coordenadora do curso era a Denise Guliato e a secretária era a Célia.

Em novembro de 2001 comecei a fazer um estágio na Biblioteca do Campus Santa Mônica-UFU. Trabalho lá com Access, Delphi , ASP, Windows 2000 e SQL Server.

Nos dias 9 e 10 de novembro de 2001 participei da Maratona de Programação da SBC (ACM Sul Americana). Disputaram várias equipes de diversas faculdades do continente sul americano. As provas foram disputadas em Campinas-SP, Caxias do Sul-RS, Natal-RN, Puentas Arenas-Chile, Margarita-Venezuela e em Buenos Aires. A equipe da UFU era composta por mim, Mário e Ozair. O nosso técnico foi o Marcelo Rodrigues. Havia 120 equipes e ficamos em qüinquagésimo lugar no sul americano. O primeiro lugar foi para a USP, em segundo e terceiro ficaram as equipes da Universidade de Buenos Aires e em quarto lugar e sétimo ficou a UNICAMP. Nós disputamos a maratona na cidade de Campinas. Foi uma viagem e tanto, rimos bastante, apesar de nosso fraco desempenho, mas decidimos que no próximo ano iríamos competir para vencer.

O ano de 2001 foi muito tumultuado e vivi muitas aventuras não desejáveis, mas teve o lado bom, fiz inúmeros amigos e aprendi bastante. Apesar das situações desagradáveis que eu vivi, eu posso novamente dizer que nada dura para sempre, ou seja, esses tempos difíceis iriam passar.

Em 2002 conheci várias pessoas e aprendi bastante. Uma coisa que eu aprendi e nunca mais vou esquecer é que nem sempre as coisas saem como planejamos, um exemplo foi quando eu alistei no exército, eu tive que praticamente quase me humilhar para eles me liberarem, eles queriam por tudo que eu servisse o exército em Jataí, mas isso iria atrapalhar minha vida completamente, principalmente pelo fato de que meu curso atrasaria na universidade em um ano, mas graças a Deus tudo ocorreu bem e eu fui liberado. Outro exemplo foi que eu só consegui a permissão para dirigir depois de muitos meses, acho que uns seis meses. Foi uma luta e tanto para passar na prova de trânsito, mas consegui.

Em janeiro de 2002 iniciei o desenvolvimento da versão 5.0 do software Administração Escolar. Estou utilizando o Borland Delphi 5.0 e a base de dados roda em Microsoft SQL Server 7.0.

Em março de 2002 prestei vestibular para o curso de Administração na Universidade Federal de Uberlândia, mas fiquei na lista de espera, em segundo lugar.. Caso eu tivesse passado eu iria fazer os dois cursos. Eu gosto muito de Administração, mas não passei no vestibular. Estou pensando em terminar o curso de Ciência da Computação e fazer um MBA (MASTER BUSINESS ADMINISTRATION). Falando em Administração, pelo PET nós tínhamos que apresentar algum seminário, e então apresentamos um seminário sobre Mercado Financeiro. Os palestrantes foram além de mim, Juliguel Marcondes e Michel Oliveira.

Em abril de 2002 terminei o primeiro período do curso Ciência da Computação e consegui terminar sem nenhuma reprovação e então me mantive no COMPPET - Programa Especial de Treinamento. Esse período foi difícil, principalmente pelo fato de ter muita matemática.

Em junho de 2002 passei no vestibular para o curso Administração na Universidade Federal de Uberlândia, mas pelo fato de eu já estar fazendo outro curso, e o curso ser integral, a Universidade me impediu de realizar a matrícula e acabei, portanto, perdendo a minha vaga. A única maneira de eu conseguir fazer a matrícula, seria entrando na "justiça", mas decidi que não seria bom e por outros motivos acabei desistindo (se eu tivesse feito, talvez teria sido mais complicado em realizar um intercambio no exterior) .

Em julho de 2002 começamos uma pesquisa envolvendo Astronomia e Computação. O grupo de pesquisa era composto por: Leonardo dos Reis Vilela, Leonardo Fraga Pacheco, Juliguel Marcodes Maranho e Michel Oliveira. Sem orientador e sem muitas estrutura o grupo ficou um pouco parado.

Uma outra pesquisa que eu iniciei em julho de 2002 foi sobre a Planta NEEM. NEEM ou NIM é uma planta indiana. É "um presente de Deus" para a natureza e para o homem. Utilizada principalmente como planta medicinal, tanto como inseticida, herbicida e fungicida, mas também utilizada como madeira e para outros fins.

Em julho de 2002 participei do XXII Congresso da Sociedade Brasileira da Computação, realizado no período de 15 a 19 de julho de 2002, em Florianópolis - SC. Participei ainda dos minicursos : Ténicas de Segurança da Informação : da Teoria à Prática (UFRGS) e do minicurso Redes de Sensores sem Fio (UFMG).

Em setembro de 2002 iniciamos um Grupo de Pesquisa em Segurança Computacional. Com ajuda do Ph.D. Sérgio Schneider conseguimos alguns benefícios na universidade, como site, espaço para hospedagem do site, lista de discussão etc. Também esteve nos ajudando a Ph.D. Denise Guliato. O grupo era aberto, mas no início tinha dois integrantes : Eu e o Maurílio Lima Costa. O grupo tinha como finalidade divulgar vulnerabilidades de softwares, serviços, como também no desenvolvimento de ferramentas que auxiliam administradores de redes e sistemas. O grupo estará mais voltado para segurança a nivel de redes de computadores. Caso queira conhecer um pouco mais disto, visite o site do grupo <http://security.facom.ufu.br>.

PHILALETHES: Abaixo será várias vezes citado Philalethes. Philalethes foi o nome que utilizávamos em nossa equipe em várias competições. Infelizmente nem sempre os membros foram os mesmos em todas as competições. O nome começou a ser utilizado no Desafio Sebrae 2002 e depois fora utilizado em várias maratonas de programação. Philalethes significa "Amigo da Verdade", pois "e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Jo 8.32" e "Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. 2Co 13.8".

De agosto até novembro de 2002 participei do Desafio Sebrae 2002. O desafio era administrar uma empresa de perfumes virtualmente. O nome de nossa equipe era Philalethes e era composta por : Antônio Afonso Neto, Leonardo dos Reis Vilela, Leonardo Fraga, Luiz Paulo Machado e Silva e Maurílio Lima Costa. Não fomos bem, fomos eliminados na primeira fase, sorry.

No dia 02 de novembro de 2002 participei da Olimpíada Tecnológica promovida pela Tecnobrac/Infobrac 2002. A nossa equipe (Philalethes) era composta por mim, Michel Oliveira e Lucas Daniel. A olimpíada foi realizada na Trisoft em Uberlândia-MG. Nossa equipe recebera o Segundo Lugar e a outra equipe da UFU (Nitro4Mind) recebera o Primeiro Lugar.

Dos dias 30 de outubro de 2002 a 02 de novembro de 2002 participei da Mostra Acadêmica de Software. O software apresentado fora o uberlandia.NET desenvolvido pelo meu amigo Rubens Samuel de Mello. Eu ajudei apenas na apresentação do trabalho. Nestes dias participei também do Congresso Tecnológico promovido pela TECNOBRAC 2002 (Tecnologia para o Brasil Central).

Nos dias 8 e 9 de novembro de 2002 participei da Maratona de Programação da SBC (ACM Sul Americana). Disputaram várias equipes de diversas faculdades do continente sul americano. As provas foram disputadas em São Paulo-SP, Recife-PE, Porto Alegre-RS, Buenos Aires - Argentina, Copiapó - Chile, Caracas - Venezuela e Barquisimeto - Venezuela. A UFU fora representada por três equipes: Ada Lovelace, Nitro4Mind e Philalethes. Os técnicos eram Ilmério Reis e Sérgio Schneider. A nossa equipe (Philalethes) era composta por mim, Michel Oliveira e Lucas Daniel. Nós disputamos a maratona na cidade de São Paulo, USP. A UFU ficou com as seguintes colocações: Ada Lovelace e Philalethes em 12º e Nitro4Mind em 11º.

Eu nunca tive o dom de música para tocar instrumentos, mas estou começando a gostar. O presbítero Paulo Alexandre (IPJ - Jataí) deixou uma Harpa em minha casa para aprendermos e estou começando a gostar. No primeiro dia eu toquei (tentando) até não conseguir mais e quase dormi por cima dela (hehe). Meu irmão é guitarrista e minha irmã tecladista, quem sabe algum dia eu não seja um Harpista (existe esta palavra?). Toquei harpa uns 3 dias e depois tive que deixá-la porque eu tinha que voltar para Uberlândia.

Sempre tive a vontade de estudar na França e a UFU tem um convênio com o INSA (Instituto Nacional de Ciências Aplicadas) em Lyon, França. No ínicio do mês de abril/2003 fiz a inscrição para a Seleção INSA/UFU. No dia 23 de abril de 2003 saiu o resultado e fiquei bastante feliz.

Para não deixar de falar em Philalethes, participei de um grupo de estudo do livro de Efésios e oração, e o nome do grupo é Philalethes. Preciso de parar de utilizar este nome (Philalethes) e utilizar a criatividade para criar outros nomes.

Em 16 de agosto de 2003 eu parti à Lyon - França para estudar no INSA. Posso dizer que fora a melhor decisão que eu tomei na minha vida durante toda a faculdade. Foram inúmeras experiências boas e outras não tanto, mas certamente tudo serviu como aprendizado. Resumidamente, eu estudei 7 meses no Departamento de Engenharia da Computação do Institut National des Sciences Appliquées (INSA) e depois realizei um estágio supervisionado sobre Auditoria em Redes GSM de Tecnologia Alcatel na Orange France S.A. / France Telecom S.A. Os treze meses que morei na França eu residi em Villeurbanne que fica na grande Lyon, região Rhône-Alpes.

Retornei ao Brasil no dia 31 de agosto de 2004 e estou terminando meu curso de graduação.

[]s Leo

Atualmente:

Atualmente eu quase não estou entrando em canais de chat, pois estou com pouco tempo, mas quando posso eu entro nos seguintes canais da rede brasnet (irc.brasnet.org): #jatai, #rioverde, #Itumbiara, #palmas, #programacao, #delphi, #gurupi, #100%_Jesus, #uberlandia, #dotnet, #filosofia, #tocantins e outros. Meu nick-name é Leo-Reis. Talvez vocês possam me encontrar também na rede brasirc (irc.brasirc.net): #patrocínio-mg e #montes-claros-mg. Posso também estar utilizando outros apelidos, como Petietienho.

Estou cursando o último semestre do curso Ciência da Computação pela FACOM/UFU.

Agradecimentos
:

Como iniciar essa parte? Como dizer obrigado quando temos tantos a quem agradecer? Primeiramente agradeço a Deus por ter guiado a minha vida.

Um abraço a você que leu e ficou conhecendo um pouco de mim. Como não sabemos o futuro espero ainda conhecer muitas pessoas e poder relatar novas aventuras.


Que se lembrem disso para o resto de suas vida: "A vida é muito curta para se arrepender, então faça o que você quiser, mas use a sabedoria para separar o certo do errado".


Selecione as pessoas em quem confiar, para que não aconteça com você a lenda do vagalume:


"A serpente e o vaga-lume"


Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume. Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças o vaga-lume parou e disse a cobra:
- Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar...
Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar.

Agradecimentos especiais a meu pai, minha mãe, meus irmãos e a Deus, porque quando mais precisei de ajuda, eles estavam do meu lado e não me negaram socorro.
Amizade é como música: duas cordas afinadas no mesmo tom vibram juntas. E a única maneira de se ter um amigo é sendo um.

E que Deus te abençoe, você e sua casa, e todo o povo de Deus espalhado sobre a face da Terra, hoje e para todo o sempre. Amém.

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