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MINHA HISTÓRIA E MINHA AUTO BIOGRAFIA
Auto Biografia de Leonardo dos Reis Vilela
Dados
da Auto-Biografia:
Autor: Leonardo dos Reis Vilela
Início: 10 de Janeiro de 2001
Atualizações: 30/08/2001, 01/12/2001,
15/05/2002, 24/06/2002, 23/07/2002, 24/09/2002, 28/10/2002,
09/01/2003, 31/01/2003, 25/04/2003, 30/07/2003, 09/10/2003,
30/07/2004, 21/12/2004.
Dados
Pessoais:
Nome: Leonardo dos Reis Vilela
Data de Nascimento: 10 de janeiro de 1983
Filiação: Neftali Rodrigues dos Reis e
Fátima Aparecida Vilela Rodrigues
Avós Paternos: Lázaro Rodrigues Primo e
Maria Madalena dos Reis
Avós Maternos: Sebastião Ubaldo Vilela
e Antônia Maria Vilela
Naturalidade: Uberaba, Minas Gerais, Brasil.
Nacionalidade: Brasileira
Residência: Uberlândia-MG, Brasil.
Curriculum
Vitae: http://www.mundociencia.com.br/leo/curriculum.asp
Contato:
http://www.mundociencia.com.br/leo/contato.asp
Primeiramente gostaria de esclarecer o porquê
que eu escrevi esta auto-biografia, eu escrevi somente pelo prazer
que eu tenho de escrever. Eu comecei a escrever esta biografia
quando eu tinha 18 anos, portanto, vários fatos que
ocorreram em minha vida quando eu era criança e adolescente
se perderam em caminhos que se separaram e hoje já
estão cobertos por folhas e por isso eu não
me lembro mais, mas a seguir eu relato os mais relevantes ou os mais irrelevantes. :)
Minha
Família
:
Inicialmente me apresentarei e também minha família.
Eu sou Leonardo dos Reis Vilela, filho de Neftali Rodrigues
dos Reis e Fátima Aparecida Vilela Rodrigues, nasci
na cidade de Uberaba, estado de Minas Gerais, Brasil, em 10
de janeiro de 1983 e fui registrado em 13 de janeiro de 1983.
Minha irmã, Thaís dos
Reis Vilela, nascera em 06 de março de 1981 e logo depois de
mim nascera o meu irmão, Leandro dos Reis Vilela, em
14 de abril de 1984. A minha mãe e sua família
são de Jataí, estado de Goiás e o meu
pai e sua família eram de Guimarânea, estado
de Minas Gerais, e de todo o triângulo mineiro.
Minha vida sempre teve altos e baixos, sofri
muito quando criança. Tive algumas doenças,
como bronquite, catapora e outras e sempre estas doenças
me marcaram muito, com bronquite eu sofri vários anos
com graves crises pulmonares, a catapora marcou todo o meu
corpo. Ainda quando criança, toda a minha pele escamou
e troquei de pele totalmente.
Agradeço a Deus pela família que eu tenho, pois
fomos sempre unidos.
Religião:
Religiosamente sempre freqüentei a igreja; eu e toda
a minha família somos Presbiterianos. Participei da
União de Crianças Presbiterianas (UCP), onde
fiz amigos e conheci muitas pessoas. Participei também
apesar de poucas vezes da União Presbiteriana de Adolescentes
(UPA). Tanto a UCP quando na UPA eu era membro da Igreja Presbiteriana
de Jataí. Atualmente eu freqüento a Igreja Ciel Ouvert
em Lyon - France, mas não sou seu membro, continuo sendo membro da Igreja Presbiteriana de Jataí.
Mudança
de Uberaba para Jataí:
Em 1983, toda a minha família (eu, meus irmãos
e meus pais) mudamos para a cidade de Jataí, estado
de Goiás. De Uberaba me lembro pouco, pouco mesmo,
por isso não posso quase nada relatar. Dos meus dois
anos de idade até os seis anos de idade parece que
fora apenas uma semana e os fatos estão fracamente gravados
em minha memória, me lembro que meu irmão me
chamava de "Bem", até hoje não sei
o porquê disto. De minha irmã lembro muito de
quando ela puxava os meus cabelos. Uma boa recordação
de minha infância querida e que os tempos não
me deixam mais é a época em que eu vivia apenas
em função de brincar.
Início
da vida escolar (seis anos de idade):
Com seis
anos, por volta de fevereiro de 1989, comecei a estudar (pré-escolar).
A escola em que os meus estudos se iniciaram fora o Instituto
Samuel Graham, localizado em Jataí, lá eu vivi
vários anos de minha vida, exatamente 12 anos foram os
meus estudos no pré-escolar, no ensino fundamental e
no ensino médio.
De
meu primeiro dia de aula não me lembro muito bem, mas
foi por volta dos 13 dias do mês de fevereiro de 1989.
Eu estava acompanhado de meu pai e era comum os pais ficarem
com os seus filhos na sala de aula, mas meu pai não
ficou comigo, eu cheguei e sentei na penúltima carteira
da fila e logo atrás de mim sentou-se o Michel, este
foi meu colega até a quarta série do ensino
fundamental. Logo nos primeiros minutos de aula ele puxou
os meus cabelos, e eu comecei a chorar... Bons anos se passaram,
fiz vários colegas de escola, dos quais poucos e bem
poucos passaram a ser meus amigos de verdade, mas me lembro
de alguns que me marcaram, como o Samuel, que foi o primeiro
a conversar comigo no colégio. Lembro-me que na hora
do recreio, eu brincava sozinho, porque eu não conhecia
ninguém. Muitas lembranças me vêm a memória
nesse momento, mas se eu parasse para escrevê-las, ficaria
bastante tempo só para relatar os meus cinco primeiros
anos de estudo, mas um fato que me faz dar boas gargalhadas
até hoje era as chuvas que deixavam as salas de aula
inundadas e assim a gente saía mais cedo. Desses anos
lembro apenas de uma professora que hoje já se encontra
com Deus, era a professora Delma e ainda me recordo com clareza da coordenadora
"Dona Geralda".
Eu sempre tive vários gostos, mas infelizmente não tive êxito em quase nenhum.
Durante alguns anos, por volta
dos meus sete aos nove anos de idade eu e meus irmãos
desenvolvíamos projetos e depois montávamos
uma feira de ciência, e chamávamos, portanto,
os nossos vizinhos e parentes para visitarem e votarem nos
melhores projetos, desenhos e artes. Entretanto, eu perdi muitas para a minha irmã. Quando eu tinha êxito
em algum projeto eu me sentia contente, feliz e talvez como um vitorioso, entretanto
quando eu perdia, eu sempre lutava para que na próxima
feira eu conseguisse ter êxito. Uma coisa que sempre
me faz esforçar-me mais e mais é a vontade de
romper desafios, em minha vida várias vezes eu passei por situações
que eu pensava em desistir, mas quando eu olhava o futuro,
via que se eu conseguisse ser um vencedor ou se eu trabalhasse
com garra e coragem, no futuro eu teria chances de ser um vencedor e tudo
se tornaria mais fácil.
Arte
e Cultura:
Gostava
muito de desenhar nessa época, gostava e amava a arte.
A arte para mim era tudo, ficava impressionado com quadros
que eu via. Cada quadro que eu via em algum lugar, chegava
em casa e ficava tentando desenhar. Até hoje eu tenho
vários desenhos guardados. Eu desenhava bastante, principalmente
animais e paisagens. Fiz nesta época até um
livro que chamava "CERRADO", nem lembro mais a história,
ele continha principalmente desenhos, e quase nada de estória,
mas bom, foi uma tentativa.
Um
dia eu fiquei sabendo que um amigo de meus pais era pintor,
então eu fiquei muito entusiasmado, cheguei até
ele e pedi para que ele me ensinasse a pintar, a resposta
dele foi tão fria que à partir daquele dia eu
nunca mais desenhei, perdi totalmente o encanto pela arte,
fiquei triste e magoado. A resposta que ele disse foi "vai
desenhando, um dia eu te ensino". Só voltei a
desenhar em 1995, quando eu desenhava projetos de arquitetura,
elétricos, hidráulicos e etc. para o meu pai,
mas eu recebia por isso, ou seja, isso nem era mais arte,
era portanto uma profissão. Sempre gostei de unir o
útil ao agradável, fazia o que eu gostava e
ainda recebia, até lembro quando um amigo de nossa
família brincou comigo, o Pastor Siqueira, "Bom
Mineiro, gosta de um bom dinheiro". Apesar das boas lembranças
que eu tenho, esse "não" que eu recebi do
pintor considero como sendo a minha mais triste derrota, chorei
bastante, pois ele destruiu meu sonho. Portanto, se você
conhece uma criança que tem um sonho, nunca diga não
ao sonho dela.
Na
música eu nunca me entusiasmei muito, ao contrário
de mim, meus irmãos gostavam mais de música,
meu irmão é guitarrista e a minha irmã
tecladista. Eu também gosto de música mas me
dediquei muito pouco a ela até hoje e sinto um pouco
a falta do dom.
Lembranças de minha infância:
Ainda nesses anos íamos muito para fazenda do meu avô,
e em uma dessas vezes uma cena eu nunca esqueço, foi
quando eu, meu irmão e meu primo "Sebastião
Neto" fizemos um pacto, mas não foi um pacto de
sangue não, foi apenas um pacto em fala. O pacto era
de que se alguém encontrasse ouro, diamantes, um tesouro
e etc. deveria repartir com nós três e isso valeria
por toda as nossas vidas. Nessa época acreditávamos
em piratas, tesouro roubado, dinheiro escondido em pedras.
Uma vez chegamos a despedaçar uma pedra em um rio,
pensando que poderia ter algum tesouro nela. Bons tempos passamos
juntos, ficávamos semanas na fazenda em épocas
de férias. Gostávamos de caçar passarinhos,
correr atrás de coelhos do mato e de andar a cavalo,
saudades do meu cavalo "Tronxinho", do nosso papagaio
"Baby", do meu pássaro belga, do meu pássaro
preto, dos canarinhos da Terra que criávamos...
Meu pai criava canários e galos de briga para participar
dos campeonatos, mas depois parou de colocar os canários
e galos para brigar e ficou apenas criando alguns canários,
mas logo foram acabando porque os gatos entravam no "quarto
dos passarinhos" e abriam as gaiolas e os despedaçavam,
eram cenas bastante tristes.
Muitas saudades de minha infância: "Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto o peito, pés descalços, braços
nus, correndo pelas campinas, à roda das cachoeiras,
atrás das asas ligeiras, das borboletas azuis, dos
pássaros amarelos e dos periquitos coloridos".
No fim de tarde ainda sobrava um tempo para jogar bola no
gramado que tinha em frente a antiga e tradicional casa de
fazenda. Antes de dormir meu avô, meu tio ou minha tia
sempre contava "casos" para nós. Dormia ouvindo
o barulho da água na bica d'água e acordava
com os berros dos bezerros querendo mamar. Bons tempos e bons
tempos se passaram, lembro que minha mãe me falava
que eu sentiria falta desses tempos e hoje eu sinto, e sinto
muita falta. Sinto muita falta de quando parávamos
para jogar truco, detetive ou jogar conversa fora. Sinto falta
até das reuniões que tínhamos em família,
dos cultos na hora do almoço, de correr na enorme casa
que construímos em Jataí, de sair na rua a qualquer
hora e não ter perigo de ser assaltado ou executado,
de sair de festas e chegar em casa a pé, simplesmente
saudades, principalmente dos tempos que já não
lembro mais, dos fatos que eu já esqueci, mas que um
dia eu lembrarei. "Naqueles tempos ditosos, ia colher
as pitangas, trepava a tirar as mangas, as jabuticabas, brincava
a beira da lagoa, achava o céu sempre muito lindo,
adormecia sorrindo e despertava cantando".
Saudades das músicas que meu pai cantava durante as
viagens que fazíamos. Lembro como se fosse hoje quando
minha família cantou uma música em um evento
que teve na igreja, a música era em homenagem a nossa
família e a Minas Gerais "oh! Minas Gerais, quem
te conheces não te esqueces jamais/ oh! Minas Gerais...".
Como diria Casimiro de Abreu é o que eu digo agora
"Oh! Que saudades que tenho / Da aurora da minha vida/
Da minha infância querida / Que os anos não trazem
mais! / Que amor, que sonhos, que flores, / Naquelas tardes
fagueiras / À sombra das bananeiras, / Debaixo dos
laranjais!".
Uma outra boa lembrança que eu tenho são das
escritas que eu fazia nas árvores, com a letra "L",
nomes de pessoas, desenhos e etc. Eu não contava a
ninguém aonde eu escrevia, e de vez enquando eu ainda
vou procurar essas árvores, e fico feliz quando vejo
a marca que eu fiz em décadas passadas. Lembranças
de quando jogávamos "béte" na rua,
no vizinho, na fazenda... Saudades de quando íamos
para a lagoa que tinha na fazenda de pai, de correr pela areia,
de pegar "piqui" e de catar "gabiroba".
A felicidade é algo muito especial e é impossível
medir e saber quando uma pessoa ficará realmente feliz.
Quando eu completei meus quatro anos de idade, eu queria um
presente, mas só servia "aquele" presente.
O presente era um "Pequeno Arquiteto", este jogo
continha várias peças que brincávamos
de construir casas, pontes e etc. Minha mãe fala que
quando foi comprar o presente, eu estava muito feliz, e que
eu queria somente aquele jogo. Era um jogo bastante simples
e que ela chegou a perguntar para mim "mas você
quer realmente isto?", e eu queria, eu queria muito o
"Pequeno Arquiteto". Minha mãe fala que nunca
me viu tão feliz como aquele dia e que quando fomos
para casa ela olhava em meu rosto e via a felicidade resplandecendo
em meu rosto. Ser criança é muito bom, é
uma época da vida que sabemos expressar nossos sentimentos
verdadeiramente e não nos preocupamos com o que as
pessoas pensarão de nós.
O tempo é relativo, quem faz o tempo é quem
sabe fazer acontecer e viver o presente. Temos que viver caminhando
e sonhando com alguma coisa e tendo a certeza na nossa frente
e a nossa história na mão.
Desde muito cedo eu gostava de empreendimentos. Lembro que
eu e meu irmão brincávamos de "fazendinha",
vendíamos gado, comprávamos sal e etc... Simulávamos
uma fazenda, com lucros e despesas.
Negócios, Empreendimentos, Xadrez e Estudos (até
o segundo grau):
Em 1989 eu acho que fiz um bom negócio, eu tinha um
porco (risos) e meu irmão também, eu vendi o
meu, comprei o do meu irmão e ainda sobrou dinheiro
para comprar um som 3 x 1, que era um show, e ainda comprar
mais um cartucho para o nosso videogame DACTAR.
Com o passar desses tempos a vida foi tornando cada vez mais
difícil, pois nada dura para sempre, e eu não
entendo o porquê de tudo isso. Mas muito eu ainda aprenderia...
Em 1992, quando meu pai me ensinou a jogar xadrez. O jogo
de xadrez faz com que os jogadores se coloquem em uma verdadeira
batalha intelectual, milhares de variações e
possibilidades vêm à memória, e a mente
tem que processar em uma enorme velocidade e nos indicar qual
a melhor jogada. Muitos acham que o jogo de xadrez não
tem fundamento, que não estimula o desenvolvimento
do cérebro. Esse é um paradigma que precisa
ser vencido. Em 1989 quando eu estava iniciando meus estudos,
ainda no pré-escolar, eu ouvia as professoras dizendo
que todos nós éramos inteligentes, que todos
eram iguais. Da mesma forma que um atleta ao exercitar seus
músculos ganha maior resistência, quando exercitamos
o nosso cérebro, o habituamos a trabalhar. Portanto,
o segredo do sucesso é colocar a mente para trabalhar
para você. Durante muito tempo eu tento buscar métodos
para me ajudar (devidos as minhas dificuldades), mas ao longo
dos meus estudos eu descobri que não há nada
de milagroso, o que existe e o que pode ajudar é a
motivação de chegar a algum lugar.
Existem vários tipos de inteligência e uma forma
que podemos dividir a inteligência é em inteligência
analítica, prática e criativa. Quando conseguimos
utilizar as três simultaneamente em nossas vidas temos
então a Inteligência de sucesso. A inteligência
analítica é a inteligência que você
utiliza na escola, na universidade, na teoria, ou seja, é
a inteligência que você usa para gravar e depois
reproduzir. A inteligência prática é quando
você consegue utilizar a inteligência analítica
no seu dia-a-dia. A inteligência criativa é a
que você utiliza para criar algo, como pintar, desenhar,
pesquisar e desenvolver novos métodos e etc. Isso é
apenas um resumo da divisão da inteligência de
sucesso, ou seja, para que você tenha sucesso na vida
é preciso ser criativo e prático.
Nem sempre os melhores alunos, os que tiram as melhores notas,
serão bem sucedidos e isso ocorre com muito mais freqüência
do que imaginamos. Conta-se uma lenda que dois meninos, Pedro
e João, éram colegas de classe. Pedro era bastante
inteligente, tirava sempre as melhores notas e João
era aquele menino que nem sempre tirava as melhores notas,
mas era bastante criativo. Um dia eles estavam andando em
um bosque quando apareceu um urso pelo caminho, no mesmo instante
João tirou suas botas e colocou um tênis e Pedro
vendo isto calculou na mesma hora o tempo que o urso gastaria
para pegar eles se eles começassem a correr e perguntou
ao João : "Você acha que conseguirá
correr mais do que o Urso?". Então João
respondeu "Eu acho que não, mas eu não
preciso correr mais do que o urso, eu somente preciso correr
mais que você". Esta lenda conclui que nem sempre
os melhores em inteligência analítica serão
os melhores, os melhores serão os que possuem a inteligência
de sucesso (analítica + criativa + prática)
e sabem aproveitar as oportunidades da vida.
Por volta de 1992/1993 não me lembro exatamente eu
montei meu primeiro empreendimento. Tudo começou quando
um vizinho de fazenda (Fazenda Bom Fim - Perolândia-GO)
de apelido ZECA deu para mim e para meus irmãos alguns
coelhos. Levamos esses coelhos para a cidade, eram três
coelhos, mas logo eles entraram em uma progressão geométrica
que tínhamos que dar uma solução para
isso, então eu e meus irmãos começamos
a vender coelhos, mas durou pouco, tivemos apenas 2 compradores.
Um mês após colocarmos a placa de vende-se em
nosso portão de casa (risos) chegou o segundo comprador
e comprou todos os coelhos, foi um alívio, porquê
eles estavam quase derrubando os muros com tantos buracos.
Nessa época tínhamos Preás (Porquinho
da Índia), chegamos a vender alguns.
Em 1994, montei sozinho meu segundo empreendimento, mas não
deu muito certo. Era para ser um atacadista em venda de ovos
de codornas, mas eu não conseguia nem comprar as codornas,
tinha apenas duas, elas botavam só quando queriam,
então não deu muito certo. Dificilmente eu conseguia
fazer algo que desse certo.
Como eu não conseguia comprar as codornas, resolvi
fabricá-las. Comprei então uma Galizé
para chocar os ovos, não sei o que aconteceu, mas a
Galizé que me custou uma fortuna na época, não
quis permanecer em minha casa, ela foi embora. Lembro até
hoje eu comprando a Galizé, eu passei em uma casa e
tinha um monte de galinha e eu vi umas galinhas menores, então
pensei "essa galinha menor não irá quebrar
os ovos", nem conhecia os donos e fui logo perguntando
a uma mulher que estava lá se ela me venderia uma galinha
pequena, foi então que eu comprei e saí carregando
essa Galizé pela rua. Esse empreendimento foi muito
engraçado, entretanto não dera muito certo.
Eu sempre gostei de plantar. Uma vez eu plantei na fazenda
de meu pai vários pés de caju, mas infelizmente,
acho que só restou um. Na minha casa eu gostava muito
de plantar, desde feijão em algodão até
alface e repolho no jardim. Acho que herdei isto do meu avô.
Uma vez eu, meu irmão e meu primo, Sebastião
Neto, fomos para a fazenda do meu avô e tivemos que
plantar algumas "guarirobas", mas acabamos plantando
as fileiras todas tortas. Até hoje quando eu vejo as
"guarirobas" eu lembro disto, elas estão
todas tortas.
Resolvi então criar peixes e conversei com meu pai
sobre fazer um poço na fazenda para criar esses peixes,
fui até no local para ver, estudei o local, medi e
fiz um desenho, mas quando era para colocar o serviço
em prática desanimei, pois a fazenda era muito longe,
e não tinha ninguém para tratar dos peixes.
Apesar de que não davam muito certo, eu fazia tudo
brincando e mesmo não dando certo eu estava aprendendo.
Dos meus oito anos até os doze anos eu participei da
União de Crianças Presbiterianas. Fui líder
algumas vezes de grupos e até líder da federação
da UCP do PRAA (Presbitério do Alto do Araguaia) que
reunia várias igrejas do sudoeste goiano e do Mato
Grosso, entre elas está Jataí, Mineiros, Alto
Araguaia, Guiratinga-MT, Alto Garças-MT e outras. Como
líder eu passei por várias dificuldades, eu
era muito tímido nessa época, morria de vergonha
de ter que falar em público, mas consegui superar essa
minha dificuldade com o passar do tempo. Só com os
meus 18 anos é que eu fui entender que apenas os sanguíneos
são bons oradores, se você não é
sanguíneo você precisa transformar seu temperamento.
Meu temperamento é mais fleumático, ou seja,
mais uma dificuldade que precisaria ser superada. Existe sanguíneo,
fleumático, colérico e melancólico.
Passado meus primeiros anos de escola entrei no ginásio,
que era a segunda fase do ensino fundamental. Os quatro anos
que se seguiram me marcaram profundamente e eu aprendi bastante,
não somente na vida escolar, mas também na vida
pessoal. Em 1993 meu pai comprou um computador, que era um
Intel 286, isso foi em 1993.
Utilizava o computador apenas como entretenimento, lembro-me
do OutRun, Formula 1, Dama e Xadrez. Mas eu sempre tinha a
vontade de descobrir como funcionava o computador, os programas
e etc. Por várias vezes eu tentava alterar programas
através do EDIT, tentava criar programas.EXE, até
que encontrei um programa chamado de PCTOOLS, e através
dele eu conseguia alterar programas e colocar meu nome ou
então modificar algumas coisas, palavras, frases e
etc. Eu achava o máximo alterar os programas.
Em dezembro de 1993 eu consegui comprar uma bicicleta. Foi
um sacrifício ajuntar o dinheiro, mas eu consegui.
O segundo sacrifício foi convencer meus pais a deixarem
eu ir para escola de bicicleta, eles acabaram deixando, mas
no primeiro dia que eu fui para a escola, o pneu furou. Eu
não tive muita sorte com essa bicicleta não,
quando eu a comprei fomos para Uberaba bem no dia seguinte
se eu não me engano, lá em Uberaba eu só
ficava pensando na minha bicicleta, foi outro sacrifício
e só fui desfrutar dela mesmo foi em janeiro de 1994.
Em 1994, eu estava na quinta série (primeira série
do ginásio), vários amigos eu comecei a ter,
como o Mário e meu primo Sebastião. Eu não
sei o porquê, mas eu fui para a quinta série
"E", que era a última classe da quinta série,
a maioria dos meus colegas eram "malas", más
elementos... Fiz uma boa quinta, de alguns professores eu
me lembro o nome e o rosto até hoje, como a professora
de História, Iranides, o professor de Educação
Física, Saulo, e da professora de Matemática,
Maria.
Desses tempos eu me lembro muito e fico bastante orgulhoso
da família que eu tenho, meu pai e minha mãe
sempre que iam fazer algum negócio ou tomar alguma
decisão pedia nossa opinião, a minha e a dos
meus irmãos. Sempre fomos uma família bem unida,
mas isso não quer dizer que éramos perfeitos,
mas sim unidos.
Nessa época eu gostava muito de jogar bola, montamos
um time de futebol, nós mal treinávamos, e sempre
queríamos jogar com os melhores times da cidade e com
conseqüência sempre perdíamos e perdíamos
também para os piores. O nosso time era composto por
mim, meu irmão, meu primo Sebastião Neto, Daniel
Pereira, Marcelo Pereira, Joaquim e outros que eu não
lembro mais os seus nome. Tentei várias vezes levar
o time para frente, fui até atrás de patrocínio,
tentei um patrocínio na Arco Íris Distribuidora
de Bebidas e na COMIGO, não consegui nada. Imagina
um menino de onze anos pedindo patrocínio, eu era tímido,
mas tinha vez que eu mesmo me surpreendia (acho que eu era
meio louco).
Teve uma época em minha vida que eu gostei bastante
de futebol, toda tarde eu e meu irmão e mais alguns
vizinhos íamos à tarde para um colégio
próximo a nossa casa (Colégio Leopoldo Nonato)
para jogar bola, até que um dia meu pai proibiu que
ficássemos voltando tarde, e então decidimos
parar. Além desse colégio, jogávamos
bola nos finais de semanas e nos finais de tarde no pátio
de um Hiper Mercado que havia a uma quadra de nossa casa,
que era a COMIGO (a mesma do patrocínio).
Esse ano foi um grande ano, eu estava no ginásio, era
muito bom falar que estava fazendo a quinta série,
comecei a aprender inglês e várias matérias
interessantes. Foi o ano também que o Brasil foi tetra-campeão
de Futebol.
Em 1995, passei para a sexta série e me promoveram
um pouco, fui para a classe "C". Neste ano eu fiz
amigos que me fazem companhia até hoje, como o Marcelo
Carvalho Lopes, que foi meu colega até o terceiro ano
do ensino médio, ou seja, cinco anos sendo colegas.
Em 1995 comecei a despertar uma vocação pela
Engenharia Civil, meu pai me ensinou então a desenhar,
fiz vários projetos de arquitetura, elétricos,
hidráulicos e outros. Mas logo depois, comecei a interessar
por informática.
Neste ano viajamos para Uberaba, para passar as férias,
foi quando eu fui com o meu pai na HS INFORMÁTICA,
de propriedade de Helder Silva, e então eu ganhei um
livro de Programação em Clipper. Esse livro
me fascinou de tal forma, que eu deixava de ir às aulas
de educação física para ficar "programando"
em casa. Comecei a desenvolver os primeiros aplicativos, foi
o maior sucesso. Logo eu fui vendo que o Clipper não
era uma linguagem para Windows, e sim para DOS e com o tempo
eu via que os computadores deixavam o ambiente DOS e passavam
para o Windows, principalmente com o lançamento do
Windows 95. Entretanto eu ainda não conhecia o GNU/Linux.
Neste mesmo ano assinei a revista Informática Exame
(hoje INFO EXAME). Foi na revista então que eu fiquei
sabendo da existência do DELPHI. Fiquei interessado
nesta linguagem, mas ele ainda estava na primeira versão,
mas eu decidi investir. Como eu morava em Jataí-GO,
não existiam boas livrarias de informática,
então, pedi para que o meu tio Ivan comprasse um livro
para mim de Delphi, já que ele morava em Uberaba e
havia boas livrarias. O nome do livro era Delphi Segredos
e Soluções. O meu amigo Carlos Augusto me arrumou
uma cópia do Delphi e a partir de então, comecei
a programar, logo tentei outras linguagens, como PASCAL, BASIC,
C++ Builder, Visual Basic e outras.
Em 1996 eu levei meu computador para a Natja Informática
de propriedade de Edson, hoje chamada de Natec. Levei o pc
para lá para trabalhar e me livrar da educação
física; não agüentava mais ir à
escola duas vezes ao dia e também porque eu queria
começar a ganhar um pouco de dinheiro.
Estava em 1996 na sétima série, deixei a educação
física de lado, que nunca foi o meu forte, e fui tentar
jogar vôlei, o professor era o Ricardo, tentei jogar
por três anos, mas consegui pouco sucesso, e então
desisti de jogar vôlei como esporte e jogava apenas
por prazer.
Esse ano fora especial (pelo menos para mim), fora quando
eu desenvolvi o meu primeiro programa, o nome que eu dei para
ele foi de Administração Escolar, e ele foi
instalado no próprio colégio aonde eu estudava,
ou seja, o Instituto Samuel Graham. Logo depois, eu o vendi
para outro colégio, o CESUT - Centro de Ensino Superior
de Jataí. Nesse ano fiz um grande amigo, que é
o Reginaldo Carvalho, do qual não tenho mais notícias.
Um fato não muito alegre, mas que eu tenho que relatar
foi quando todos os colegas do meu irmão queriam me
bater e em mais três colegas meus, até o meu
primo José Sérgio queria nos espancar. Não
me lembro o motivo, mas parece que foi uma confusão
causada por um menino, Zé Elias, eu acho que esse era
o nome dele. Tempos depois José Sérgio passaria
a ser um bom amigo e companheiro.
Ainda neste ano de 1996, eu e meu irmão desenvolvemos
um projeto para feira de ciências de nossa escola. O
projeto era sobre energia elétrica, curtos-circuitos
e etc. Fomos os campeões na escola e o nosso trabalho
foi exposto para toda cidade depois. A organizadora do projeto
foi a professora de ciências Irene Franco. Meu primo
José Sérgio nos ajudou neste projeto.
Em 1997, passei para a oitava série. Estava estudando
bastante programação, não para ganhar
dinheiro, mas apenas para aprender, mas mesmo assim, eu ganhei
algum dinheiro desenvolvendo uma meia dúzia de programas
por ano. Terminei a oitava série e tive vários
amigos neste ano, de alguns não posso deixar de relatar,
como o Rafael, a Emília, a Regiane, o Michael, a Liane,
o Thiago e outros. Dentre os programas que eu desenvolvi estão
os softwares para a Folha do Sudoeste, Metafer, Oficina do
Branco, e outros.
Neste ano de 1997 aconteceu o primeiro ano da COPA BEG, a
minha irmã foi campeã estadual na modalidade
Xadrez Feminino. Era para eu ter participado, mas o professor
não me inscreveu e por isso não competi.
Desenvolvi neste ano um software bancário para o meu
pai, ele utilizou-o por alguns anos, mas não sei se
ainda utiliza.
Em 1998, ingressei no ensino médio, chamado também
de INVEST. Esse ano foi o ano de explosão da Internet,
foi quando a Internet se alastrou por todo o mundo, mas como
em Jataí não tinha provedor de acesso a Internet,
tive que algumas vezes utilizar provedor de Goiânia,
mas ficava muito caro e por isso usei poucas vezes Internet
em 1998. Neste ano eu conheci pessoas muito diferentes de
mim, foi quando eu comecei a freqüentar as festas e etc...
Continuei mantendo vários amigos como o Thiago, o Rafael,
o Mário, o mesmo da quinta série, a Emília,
Regiane, Michael, Liane e fiz vários outros, como o
Régis e outros. Consegui terminar sem muitos problemas
o primeiro ano. Neste ano comecei a disputar campeonatos de
Xadrez, fui campeão na minha escola (disputado no Instituto
Samuel Graham), na cidade (disputado em Jataí-GO),
na regional (disputado em Itajá), no sudoeste goiano
(disputado em Quirinópolis) e no goiano (disputado
em Catalão-GO) fiquei em terceiro lugar em pontuação
individual, mas como era por equipe, o meu parceiro (Klauber,
residente em Lagoa Santa - GO) não se deu muito bem
(mas nada de culpa-lo, pois eu tambem perdi), e acabamos ficando
em sétimo lugar. Esses campeonatos eram de até
21 anos de idade e eu tinha 15 anos e o meu parceiro tinha
17 anos. O nome do campeonato era COPA BEG, e depois passou
a se chamar Jogos Estudantis do Estado de Goiás.
Em 1998 eu utilizava poucas vezes internet, usava mais para
fazer consultas, enviar e-mail's e responder dúvidas
do pessoal (quando eu sabia) no Fórum Delphi da Info
Exame, fazia aquilo porque eu realmente gostava de programar
em Delphi. No final do ano eu criei um site de informática,
que chamava Revista Eletrônica Informática Total,
o endereço do site era http://www.infototal.cjb.net.
Ainda em 1998 eu ia quase todos os dias para a fazenda com
o meu pai e com o meu irmão. Lembro que neste ano sempre
voltávamos para casa tarde da noite e sempre matávamos
cobras pelo caminho, neste ano foram dezenas mortas. Trabalhávamos
bastante e sempre no final do dia antes de voltarmos para
casa, íamos até uma cidade bem próxima
de nossa fazenda, Perolândia, visitar alguns clientes,
essa era a parte mais difícil.
Em 1999, foi um ano em que eu comecei a trabalhar exageradamente,
aliei a alguns falsos amigos e acabei me prejudicando seriamente
no colégio. Neste ano comecei a estudar xadrez, mas
não adiantou muito. Fui bi-campeão escolar,
da cidade (disputado em Jataí-GO), regional (disputado
em Jataí-GO), mas no sudoeste goiano (disputado em
Rio Verde-GO) não consegui classificar para o goiano
(disputado em Morrinhos-GO), fiquei na terceira colocação.
Acabei então por outros motivos abandonando o Xadrez.
Comprei em Abril de 1999 em Los Angeles - CA - EUA um Laptop,
o qual foi fiel em tantas tarefas, era como um amigo para
mim.
Comecei a desenvolver então neste ano um bom software,
REIS99 - Gerador de Sistemas, era, portanto um gerador automático
de programas comerciais, ele nunca ficou 100% funcional, e
com o passar do tempo e com a falta do mesmo, eu acabei deixando-o
de lado. Ele gerava programas com código fonte aberto
em Delphi. Ainda este ano eu fiquei conhecendo o founder do
canal #jatai, que era o Thiago Carlos (Thiago_GO), começamos
a fazer alguns trabalhos juntos, e o primeiro trabalho foi
o site da Folha do Sudoeste (www.folhasudoeste.com.br), mas
não deu muito certo, trabalhamos apenas 3 meses com
eles. Logo criamos um portal para Jataí (www.jataivitrine.com.br)
- Vitrine de Jataí na Internet, como não possuíamos
um espírito empreendedor suficiente e capacidade de
conseguir clientes, nada deu muito certo. Mas uma coisa boa
ou não aconteceu, eu saí pela primeira vez no
jornal.
Em 1999 eu convenci o meu pai a mudar o rumo dos negócios
da família, coloquei a idéia na cabeça
do meu pai que tínhamos que vender todo o nosso rebanho
e trabalhar apenas com engorda de gado. Meu pai acho que me
escutou e eu fiquei feliz. Com isso todo o dinheiro que eu
ganhava eu comprava bezerros e colocava para engordar. Os
bezerros engordavam e meu dinheiro também. A compra
do meu notebook (laptop) foi uma conseqüência dessa
mudança radical que fizemos.
Desenvolvi neste ano um software para o Cartório de
Família e Sucessões e para a Saúde Odonto.
No ano seguinte eu desenvolveria o software para Uniodonto.
Em 2000 comecei a disputar o campeonato de Xadrez dos Jogos
Estudantis, mas logo desisti, fui campeão Escolar e
no municipal fiquei apenas em segundo lugar. Apesar da classificação
para o regional (disputado em Mineiros-GO) nem fui competir
e me arrependo por isto.
Em 2000 foi o ano que eu mais conheci pessoas pelo Brasil,
pois eu freqüentava diversos canais de chat (irc) e então
eu viajava para outras cidades para conhecer pessoas. Freqüentava
nessa época canais como #patrocínio-mg e #montes-claros-mg
da Rede Brasirc, os canais eram respectivamente das cidades
de Patrocínio e Montes Claros. Fiz vários amigos
nesses canais como Leonardo Santana (Breakout), João
Júnior (|jonny|), Pedro Henrique (SECAUM), Juliana
Morinaka, Simone e etc. Não me lembro de todos os nomes
agora então a galera me desculpe se eu te esqueci.
Freqüentava também a Rede UNIRC e a Rede Brasnet.
Na rede Brasnet eu freqüentava os canais #jatai, #rioverde,
#itumbiara, #programacao, #delphi, #100%_Jesus, #gurupi, #palmas,
#medicina, #catalão, #catalao, #filosofia, #uberlândia,
#c/c++. Na rede brasnet eu também conheci várias
pessoas como a Sâmella Russo, a Cecília, Gabriela,
Elisa, Sayonara, Rita de Cássia, Pedro Ivo e outros.
Em 2000, considerei o ano em que eu mais aprendi em toda a
minha vida, eu estava no terceiro ano, era o último
ano do ensino médio e eu estava então a um passo
para entrar numa Universidade, foi então que eu vacilei,
com influência de péssimos amigos acabei deixando
um pouco os estudos de lado e comecei a trabalhar mais e mais.
Em janeiro de 2000 resolvi então, eu e mais dois amigos,
Thiago Neres e Reiter Peixoto, a abrir uma empresa, abrimos
com a cara e a coragem, o negócio foi tão ruim
que nos primeiros 6 meses não fizemos quase nada, e
então meus dois sócios decidiram abandonar o
barco (eles haviam outros planos e objetivos) e eu então
fui a luta sozinho. Logo depois o meu primo e amigo José
Sérgio começou a trabalhar comigo e a empresa
começou a funcionar então, ela se chamava UNS
- Universo Network Solutions, era um servidor de web sites
para Internet (www.uns.com.br).
Em junho e julho tudo foi muito bem, mas logo depois tudo
começou a dar problemas, os servidores saíam
do ar direto, problema com fornecedores de acesso a internet,
hacker invadiam nosso sistema e não conseguíamos
manter uma boa convivência com os nossos clientes, foi
então que decidi que em Jataí seria impossível
manter um serviço daquele porte, pois era necessária
uma boa estrutura, e a cidade não tinha como oferecer,
resolvi então em agosto de 2000 a fechar a empresa.
O fechamento da empresa foi a salvação para
a minha vida, eu mal dormia, ficava 24 horas ligado à
empresa, não conseguia estudar, minhas notas foram
tão baixas que eu tinha vergonha de olhar a minha carteirinha.
Vivia em um stress enorme. Fechei a empresa exatamente às
19 horas do dia 11 de setembro de 2000, chorei bastante, pois
me senti totalmente fracassado. Hoje eu vejo que ao fechar
a empresa eu fiz uma ótima escolha, porque ela não
iria se tornar uma grande empresa da forma que estava sendo
conduzida, mas em um futuro próximo eu ainda irei construir
uma boa empresa e quem sabe em sociedade anônima desta
vez.
A partir de então, comecei a traçar planos para
a minha vida, decidi mudar para Uberlândia logo que
terminasse os meus estudos do segundo grau. A partir de setembro
voltei a dar atenção para os estudos e consegui
recuperar as minhas notas e passar de ano. No dia 17 de novembro
terminei os meus estudos no Instituto Samuel Graham, foram
então os 12 anos de estudo lá. No dia 18 de
novembro de 2000, mudei para Uberlândia.
No primeiro dia de aula, antes mesmo que eu fizesse a matrícula
no colégio, fui assaltado, e isso aconteceu no dia
20 de novembro de 2000 às 07:13 AM.
Comecei a fazer cursinho no Colégio Anglo, e prestei
vestibular para Ciência da Computação
na UFU - Universidade Federal de Uberlândia. Passei
na primeira fase do vestibular, mas não consegui sucesso
na segunda fase. Novamente voltei para Jataí e em março
retornei para Uberlândia e fui fazer cursinho no Colégio
OBJETIVO.
Os meses de janeiro a julho de 2001 foram os meses mais difíceis
para mim, pois eu já tinha dúvida se eu tentaria
novamente Ciência da Computação ou se
mudaria de curso. Resolvi mudar e passei a prestar vestibular
para Medicina. Tentei na FMTM - Uberaba e na UNB-Brasília,
mas não obtive sucesso, então prestei na UFU
para Ciência da Computação em Julho/2001
e passei.
Universidade
:
Entrei na faculdade e conhecia poucas pessoas, conhecia o
Augusto Rocha e Hélio Neto que faziam Ciência
da Computação, conhecia também Ana Carolina
Torres e a minha irmã que faziam Psicologia e outros
bem poucos.
No primeiro dia de aula, o professor Sérgio Schneider
perguntou para cada aluno sobre o conhecimento na área
de informática, foi então que eu vi que eu estava
no curso certo.
Com uma semana de aula eu vi um cartaz sobre estágio,
e logo enviei um e-mail para a empresa. Era necessário
estar no sexto período, e eu ainda estava no primeiro
período, mas eles me aceitaram (bem estranho ...).
Fui então fazer a entrevista. Após fazer a entrevista,
ficaram de me dar a resposta, somente recebi a resposta quatro
meses depois e por falta de tempo não aceitei fazer
o teste de programação, que era o último
teste.
Foi nestes tempos que eu comecei a entender o porquê
da vida, principalmente quando eu li um poema de Robert Frost,
escrito em 1916, com o título de "The rood not
token", "O caminho não escolhido", a
tradução do poema é a seguinte: "Num
bosque amarelo dois caminhos se separavam, / E lamentando
não poder seguir os dois / E sendo apenas um viajante,
fiquei muito tempo parado / E olhei para um deles tão
distante quanto pude / Até onde se perdia na mata;
/ Então segui o outro, como sendo mais merecedor, /
E tendo talvez melhor direito, / Porque coberto de mato e
querendo uso / Embora os que por lá passaram / Os tenham
realmente percorrido de igual forma, / E ambos ficaram essa
manhã / Com folhas que passo nenhum pisou. / Oh, guardei
o primeiro para outro dia! / Embora sabendo como um caminho
leva pra longe, / Duvidasse que algum dia voltasse novamente.
/ Direi isto suspirando /Em algum lugar, daqui a muito e muito
tempo: / Dois caminhos se separaram em um bosque e eu... /
Eu escolhi o menos percorrido / E isso fez toda a diferença".
Esse poema fez eu acreditar que nem sempre o caminho que todos
percorrem é o melhor, por isso eu tento ser diferente
e mudar os habitos, não que eu seja melhor que alguém,
mas porque eu quero viver diferente. A partir de 1999 eu comecei
a ler bastante e também a escrever. Em 2001 escrevi
o meu primeiro livro (que ficara espalhando entre alguns arquivos
no computador). A partir desta etapa de minha vida a literatura
passou a viver comigo diariamente, comprava livros constantemente,
estudava muita filosofia, sociologia, teologia, etc, tentava
fazer algo para me desvencilhar dos paradigmas que o mundo
nos colocam e quanto mais eu estudava eu via que eu estava
mais errado, pois eu estava longe de Deus.
Logo na terceira semana de aula, todas as universidades federais
do país entraram em greve. O lado bom da greve é
que sobrou bastante tempo para realizarmos várias atividades
extras curriculares.
Em setembro de 2001 fui aprovado para o Programa Especial
de Treinamento (PET). No dia da entrevista eu fiquei bastante
feliz com algumas frases que Sérgio Schneider e Denise
Guliato me disseram.
Em setembro de 2001 criei um site denominado Mundo Ciência
(www.mundociencia.com.br). O conteúdo do site fica
resumido a Informática, Ciências Exatas, Ciências
Humanas, Telecomunicações e Xadrez.
No dia 23 de outubro de 2001 eu fui aprovado na prova de legislação
de trânsito.
Nos dias 25 a 27 de outubro de 2001 participei da Mostra Acadêmica
promovida na TECNOBRAC 2001. Nosso trabalho, Leo's - Acesso
e Controle Remoto, não chegou a ser campeão.
O campeão foi do Troféu Dourado (Pescaria Virtual)
da UFU. A Mostra Acadêmica contava com vários
projetos da UNIT e UFU. Depois da feira fomos comemorar (confraternizar)
na POISON. Saímos umas 4 horas da Poison e fomos jogar
truco, esperando o dia amanhecer na garagem do meu prédio.
Estava nesse dia além de mim o Juliguel, Leonardo Fraga,
Maurílio Lima e o Michel Oliveira. O software que meu
grupo apresentou foram dois softwares que eu havia desenvolvido:
Administração Escolar e Leo's - Acesso e Controle
Remoto, esse segundo contou com a ajuda no desenvolvimento
do famoso Leonardo Fraga. O software Leo's ficou em quinto
lugar.
Na Amostra Acadêmica (TECNOBRAC 2001) apresentamos um
outro software, o SCES, Sistema de Controle de Estágio
Supervisionado, que fora desenvolvido em Delphi 5.0 e utilizando
base de dados Interbase. Este software depois nós instalamos
para a Coordenação do Curso de Ciência
da Computação. A coordenadora do curso era a
Denise Guliato e a secretária era a Célia.
Em novembro de 2001 comecei a fazer um estágio na Biblioteca
do Campus Santa Mônica-UFU. Trabalho lá com Access,
Delphi , ASP, Windows 2000 e SQL Server.
Nos dias 9 e 10 de novembro de 2001 participei da Maratona
de Programação da SBC (ACM Sul Americana). Disputaram
várias equipes de diversas faculdades do continente
sul americano. As provas foram disputadas em Campinas-SP,
Caxias do Sul-RS, Natal-RN, Puentas Arenas-Chile, Margarita-Venezuela
e em Buenos Aires. A equipe da UFU era composta por mim, Mário
e Ozair. O nosso técnico foi o Marcelo Rodrigues. Havia
120 equipes e ficamos em qüinquagésimo lugar no
sul americano. O primeiro lugar foi para a USP, em segundo
e terceiro ficaram as equipes da Universidade de Buenos Aires
e em quarto lugar e sétimo ficou a UNICAMP. Nós
disputamos a maratona na cidade de Campinas. Foi uma viagem
e tanto, rimos bastante, apesar de nosso fraco desempenho,
mas decidimos que no próximo ano iríamos competir
para vencer.
O ano de 2001 foi muito tumultuado e vivi muitas aventuras
não desejáveis, mas teve o lado bom, fiz inúmeros
amigos e aprendi bastante. Apesar das situações
desagradáveis que eu vivi, eu posso novamente dizer
que nada dura para sempre, ou seja, esses tempos difíceis
iriam passar.
Em 2002 conheci várias pessoas e aprendi bastante.
Uma coisa que eu aprendi e nunca mais vou esquecer é
que nem sempre as coisas saem como planejamos, um exemplo
foi quando eu alistei no exército, eu tive que praticamente
quase me humilhar para eles me liberarem, eles queriam por
tudo que eu servisse o exército em Jataí, mas
isso iria atrapalhar minha vida completamente, principalmente
pelo fato de que meu curso atrasaria na universidade em um
ano, mas graças a Deus tudo ocorreu bem e eu fui liberado.
Outro exemplo foi que eu só consegui a permissão
para dirigir depois de muitos meses, acho que uns seis meses.
Foi uma luta e tanto para passar na prova de trânsito,
mas consegui.
Em janeiro de 2002 iniciei o desenvolvimento da versão
5.0 do software Administração Escolar. Estou
utilizando o Borland Delphi 5.0 e a base de dados roda em
Microsoft SQL Server 7.0.
Em março de 2002 prestei vestibular para o curso de
Administração na Universidade Federal de Uberlândia,
mas fiquei na lista de espera, em segundo lugar.. Caso eu
tivesse passado eu iria fazer os dois cursos. Eu gosto muito
de Administração, mas não passei no vestibular.
Estou pensando em terminar o curso de Ciência da Computação
e fazer um MBA (MASTER BUSINESS ADMINISTRATION). Falando em
Administração, pelo PET nós tínhamos
que apresentar algum seminário, e então apresentamos
um seminário sobre Mercado Financeiro. Os palestrantes
foram além de mim, Juliguel Marcondes e Michel Oliveira.
Em abril de 2002 terminei o primeiro período do curso
Ciência da Computação e consegui terminar
sem nenhuma reprovação e então me mantive
no COMPPET - Programa Especial de Treinamento. Esse período
foi difícil, principalmente pelo fato de ter muita
matemática.
Em
junho de 2002 passei no vestibular para o curso Administração
na Universidade Federal de Uberlândia, mas pelo fato
de eu já estar fazendo outro curso, e o curso ser integral,
a Universidade me impediu de realizar a matrícula e
acabei, portanto, perdendo a minha vaga. A única maneira
de eu conseguir fazer a matrícula, seria entrando na
"justiça", mas decidi que não seria
bom e por outros motivos acabei desistindo (se eu tivesse
feito, talvez teria sido mais complicado em realizar um intercambio
no exterior) .
Em julho de 2002 começamos uma pesquisa envolvendo
Astronomia e Computação. O grupo de pesquisa
era composto por: Leonardo dos Reis Vilela, Leonardo Fraga
Pacheco, Juliguel Marcodes Maranho e Michel Oliveira. Sem
orientador e sem muitas estrutura o grupo ficou um pouco parado.
Uma outra pesquisa que eu iniciei em julho de 2002 foi sobre
a Planta NEEM. NEEM ou NIM é uma planta indiana. É
"um presente de Deus" para a natureza e para o homem.
Utilizada principalmente como planta medicinal, tanto como
inseticida, herbicida e fungicida, mas também utilizada
como madeira e para outros fins.
Em julho de 2002 participei do XXII Congresso da Sociedade
Brasileira da Computação, realizado no período
de 15 a 19 de julho de 2002, em Florianópolis - SC.
Participei ainda dos minicursos : Ténicas de Segurança
da Informação : da Teoria à Prática
(UFRGS) e do minicurso Redes de Sensores sem Fio (UFMG).
Em setembro de 2002 iniciamos um Grupo de Pesquisa em Segurança
Computacional. Com ajuda do Ph.D. Sérgio Schneider
conseguimos alguns benefícios na universidade, como
site, espaço para hospedagem do site, lista de discussão
etc. Também esteve nos ajudando a Ph.D. Denise Guliato.
O grupo era aberto, mas no início tinha dois integrantes
: Eu e o Maurílio Lima Costa. O grupo tinha como finalidade
divulgar vulnerabilidades de softwares, serviços, como
também no desenvolvimento de ferramentas que auxiliam
administradores de redes e sistemas. O grupo estará
mais voltado para segurança a nivel de redes de computadores.
Caso queira conhecer um pouco mais disto, visite o site do
grupo <http://security.facom.ufu.br>.
PHILALETHES: Abaixo será várias vezes
citado Philalethes. Philalethes foi o nome que utilizávamos
em nossa equipe em várias competições.
Infelizmente nem sempre os membros foram os mesmos em todas
as competições. O nome começou a ser
utilizado no Desafio Sebrae 2002 e depois fora utilizado em
várias maratonas de programação. Philalethes
significa "Amigo da Verdade", pois "e
conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Jo
8.32" e "Porque nada podemos contra a verdade,
senão pela verdade. 2Co 13.8".
De agosto até novembro de 2002 participei do Desafio
Sebrae 2002. O desafio era administrar uma empresa de perfumes
virtualmente. O nome de nossa equipe era Philalethes e era
composta por : Antônio Afonso Neto, Leonardo dos Reis
Vilela, Leonardo Fraga, Luiz Paulo Machado e Silva e Maurílio
Lima Costa. Não fomos bem, fomos eliminados na primeira
fase, sorry.
No dia
02 de novembro de 2002 participei da Olimpíada Tecnológica
promovida pela Tecnobrac/Infobrac 2002.
A nossa equipe (Philalethes) era composta por mim,
Michel Oliveira e Lucas Daniel. A olimpíada foi realizada
na Trisoft em Uberlândia-MG. Nossa equipe recebera o
Segundo Lugar e a outra equipe da UFU (Nitro4Mind)
recebera o Primeiro Lugar.
Dos dias 30 de outubro de 2002 a 02 de novembro de 2002 participei
da Mostra Acadêmica de Software. O software apresentado
fora o uberlandia.NET desenvolvido pelo meu amigo Rubens Samuel
de Mello. Eu ajudei apenas na apresentação do
trabalho. Nestes dias participei também do Congresso
Tecnológico promovido pela TECNOBRAC 2002 (Tecnologia
para o Brasil Central).
Nos dias 8 e 9 de novembro de 2002 participei da Maratona
de Programação da SBC (ACM Sul Americana). Disputaram
várias equipes de diversas faculdades do continente
sul americano. As provas foram disputadas em São Paulo-SP,
Recife-PE, Porto Alegre-RS, Buenos Aires - Argentina, Copiapó
- Chile, Caracas - Venezuela e Barquisimeto - Venezuela. A
UFU fora representada por três equipes: Ada Lovelace,
Nitro4Mind e Philalethes. Os técnicos eram Ilmério
Reis e Sérgio Schneider. A nossa equipe (Philalethes)
era composta por mim, Michel Oliveira e Lucas Daniel. Nós
disputamos a maratona na cidade de São Paulo, USP.
A UFU ficou com as seguintes colocações: Ada
Lovelace e Philalethes em 12º e Nitro4Mind em 11º.
Eu nunca tive o dom de música para
tocar instrumentos, mas estou começando a gostar. O
presbítero Paulo Alexandre (IPJ - Jataí) deixou
uma Harpa em minha casa para aprendermos e estou começando
a gostar. No primeiro dia eu toquei (tentando) até
não conseguir mais e quase dormi por cima dela (hehe).
Meu irmão é guitarrista e minha irmã
tecladista, quem sabe algum dia eu não seja um Harpista
(existe esta palavra?). Toquei harpa uns 3 dias e depois tive
que deixá-la porque eu tinha que voltar para Uberlândia.
Sempre tive a vontade de estudar na França e a UFU
tem um convênio com o INSA (Instituto Nacional de Ciências
Aplicadas) em Lyon, França. No ínicio do mês
de abril/2003 fiz a inscrição para a Seleção
INSA/UFU. No dia 23 de abril de 2003 saiu o resultado e fiquei
bastante feliz.
Para não deixar de falar em Philalethes, participei
de um grupo de estudo do livro de Efésios e oração,
e o nome do grupo é Philalethes. Preciso de parar de
utilizar este nome (Philalethes) e utilizar a criatividade
para criar outros nomes.
Em 16 de agosto de 2003 eu parti à Lyon - França
para estudar no INSA. Posso dizer que fora a melhor decisão
que eu tomei na minha vida durante toda a faculdade. Foram
inúmeras experiências boas e outras não
tanto, mas certamente tudo serviu como aprendizado. Resumidamente,
eu estudei 7 meses no Departamento de Engenharia da Computação
do Institut National des Sciences Appliquées (INSA)
e depois realizei um estágio supervisionado sobre Auditoria
em Redes GSM de Tecnologia Alcatel na Orange France S.A. /
France Telecom S.A. Os treze meses que morei na França
eu residi em Villeurbanne que fica na grande Lyon, região
Rhône-Alpes.
Retornei
ao Brasil no dia 31 de agosto de 2004 e estou terminando meu
curso de graduação.
[]s Leo
Atualmente:
Atualmente eu quase não estou entrando em canais de
chat, pois estou com pouco tempo, mas quando posso eu entro
nos seguintes canais da rede brasnet (irc.brasnet.org): #jatai,
#rioverde, #Itumbiara, #palmas, #programacao, #delphi, #gurupi,
#100%_Jesus, #uberlandia, #dotnet, #filosofia, #tocantins
e outros. Meu nick-name é Leo-Reis. Talvez vocês
possam me encontrar também na rede brasirc (irc.brasirc.net):
#patrocínio-mg e #montes-claros-mg. Posso também
estar utilizando outros apelidos, como Petietienho.
Estou cursando o último semestre do curso Ciência
da Computação pela FACOM/UFU.
Agradecimentos:
Como iniciar essa parte? Como dizer obrigado quando temos
tantos a quem agradecer? Primeiramente agradeço a Deus
por ter guiado a minha vida.
Um abraço a você que leu e ficou conhecendo um
pouco de mim. Como não sabemos o futuro espero ainda
conhecer muitas pessoas e poder relatar novas aventuras.
Que se lembrem disso para o resto de suas vida: "A vida
é muito curta para se arrepender, então faça
o que você quiser, mas use a sabedoria para separar
o certo do errado".
Selecione as pessoas em quem confiar, para que não
aconteça com você a lenda do vagalume:
"A serpente e o vaga-lume"
Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir
um vaga-lume. Este fugia rápido, com medo da feroz
predadora e a serpente nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças o vaga-lume parou
e disse a cobra:
- Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém,
mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar...
Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar.
Agradecimentos especiais a meu pai, minha mãe, meus
irmãos e a Deus, porque quando mais precisei de ajuda,
eles estavam do meu lado e não me negaram socorro.
Amizade é como música: duas cordas afinadas
no mesmo tom vibram juntas. E a única maneira de se
ter um amigo é sendo um.
E que Deus te abençoe, você e sua casa, e todo
o povo de Deus espalhado sobre a face da Terra, hoje e para
todo o sempre. Amém.
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